Brasileiras tentam hoje o tri no handebol

Cuba é a rival. Time masculino também está na final

Erica Akie Hideshima, O Estadao de S.Paulo

22 de julho de 2007 | 00h00

Só falta um passo para as meninas da seleção brasileira de handebol conquistarem o tricampeonato nos Jogos Pan-Americanos e, conseqüentemente, a vaga para a Olimpíada de Pequim. Hoje, às 10h30, diante de Cuba, as brasileiras querem mostrar por que estão entre as dez potências da modalidade. A seleção masculina também vai brigar pelo ouro. Garantiu ontem a vaga, ao vencer o Uruguai por 28 a 16.A equipe feminina enfrentará novamente as adversárias mais duras da competição. No terceiro jogo da competição, quando o Brasil ganhou por 32 a 29, as cubanas deixaram hematomas em várias brasileiras. "Mas não tem essa de vingança, não. É outro jogo, outra história", diz Aline Rosas, a Pará.A pequenina Pará, de 1,59 m é uma das principais armas do Brasil para passar pelas grandalhonas de Cuba. A jogadora de 28 anos é a vice artilheira da equipe no Pan, com 18 gols. Ela integrou o time que conquistou o ouro em Santo Domingo/2003 e disputou a Olimpíada de Atenas/2004. A armadora nasceu em João Pessoa (PB) e encontrou no handebol uma forma de continuar estudando. "Minha irmã jogava na escola e passou a bolsa de estudos para mim. Só que, para isso, eu tinha de jogar handebol, aos 11 anos. Não gostava, fugia das aulas??, conta Pará. "Um dia me pegaram e disseram que eu tinha de treinar. Quando peguei a bola e fiz meu primeiro gol, tive a certeza de que era aquilo que queria para a vida toda."RUMO AO BIA seleção masculina conquistou vaga na decisão do ouro com uma fácil vitória sobre o Uruguai. Agora, só falta um passo rumo ao bicampeonato e à Olimpíada de Pequim. "Esse jogo serviu para a gente trabalhar alguns pontos que ainda não estão perfeitos, como a defesa e a finalização das jogadas", analisou o pivô Jaqson.Além da parte técnica, a maior dificuldade dos brasileiros será manter o foco apenas no jogo final. "Conversamos muito antes mesmo de começar o Pan. A gente trabalhou para viver cada dia de treino ou de jogo para chegarmos nessa final", afirmou o armador Leo, autor de seis gols ontem.Ontem, o grande destaque foi o pivô uruguaio Orlando, que tem 1,69m e 109 quilos. Ele tinha o nome gritado sempre que entrava em quadra. "Acho que o pessoal acaba lembrando de mim porque, entre todos os jogadores de handebol, o único que não tem pinta de atleta sou eu", admite o gordinho, que virou o xodó da torcida.

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