Divulgação/Omaha Storm Chasers
Divulgação/Omaha Storm Chasers

Brasileiro conquista título na divisão mais próxima da elite do beisebol americano

Defensor externo Paulo Orlando fatura título da Pacific Coast League pelo Omaha Storm Chasers

ALESSANDRO LUCCHETTI, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2013 | 21h07

SÃO PAULO - O beisebol brasileiro continua obtendo avanços nos Estados Unidos. Yan Gomes pode se tornar o primeiro brasileiro a chegar aos playoffs pelo Cleveland Indians; André Rienzo tornou-se o segundo jogador do país na Major League Baseball, e Paulo Orlando enriqueceu seu currículo com a conquista do título da Pacific Coast League pelo Omaha Storm Chasers, time ligado ao Kansas City Royals. A Pacific Coast League é uma das ligas Triple A, nível imediatamente abaixo das Grandes Ligas.

No último jogo da final, os Chasers derrotaram o Salt Lake Bees, que é filiado ao Los Angeles Angels, por 10 a 5. O placar da série final foi 3 a 1. Paulo conseguiu uma rebatida.

Os planos de Paulo, que regressou no último dia 20 ao Brasil, são jogar a liga invernal da Venezuela pelos Cardenales de Lara, sempre na tentativa de chamar a atenção dos olheiros da MLB.

É a segunda vez que o defensor externo brasileiro se sagra campeão nos Estados Unidos - a primeira foi em 2010, quando faturou o título de uma liga Double A pelo Northwest Arkansas Naturals.

Diferentemente da façanha de três anos atrás, desta vez o time de Orlando correu por fora."O time não estava indo bem, tinha o pior recorde entre os finalistas. Perdemos alguns jogadores que foram para as Grandes Ligas. Mas felizmente conseguimos acertar as coisas pequenas, e com um beisebol simples, bem estruturado nos fundamentos necessários, conquistamos o título".

O título foi apenas um passo a mais na longa trajetória de Orlando. Há seis divisões abaixo da MLB - ele já jogou na República Dominicana e no Panamá.

Paulo Orlando fechou com chave de ouro uma temporada que não foi das mais favoráveis. O Omaha Storm Chasers tinha jogadores com salários mais altos, os chamados prospectos - aqueles que estão a um passo da MLB, e precisam jogar todas as partidas para aparecer. Sem vaga no time titular, Orlando teve que esperar para que eles efetivamente dessem esse passo para poder entrar no time.

"Quando me deram a oportunidade, fui melhorando a cada jogo e pude contribuir para a conquista do título", disse o brasileiro.

Em breve, Orlando vai fazer as malas para jogar na Venezuela. "Eles têm lá um beisebol muito forte. Joguei lá no último passado, e os venezuelanos que jogam na MLB participaram do campeonato local para se preparar para o World Classic (campeonato de seleções). E sempre tem americanos buscando aparecer também. Haverá muitos olheiros e pretendo chamar a atenção deles novamente".

 

 

 

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