Lindsey Parnaby/Efe
Lindsey Parnaby/Efe

Brasileiro do ciclismo BMX diz que deixou de ser 'zebra' no torneio

Renato Rezende afirma que sua 8ª posição o coloca como candidado a medalha

Paulo Favero, Agência Estado

08 Agosto 2012 | 14h14

Oitavo colocado na tomada de tempo do ciclismo BMX da Olimpíada de Londres, o brasileiro Renato Rezende afirmou nesta quarta-feira, 8, logo após a sua prova, que deixou de ser considerado apenas uma mera "zebra" na briga por medalhas desta modalidade. Embora essa sua participação tenha servido apenas para garantir ao atleta uma posição de largada mais privilegiada nas baterias de quartas de final nesta quinta, ele foi o oitavo melhor entre 32 ciclistas e disse que o fato o coloca no grupo de postulantes a uma vaga nas semifinais.

"Se não consideravam isso (a sua classificação) antes, agora já estão me considerando (como candidato)", afirmou Rezende, que admitiu ter ficado surpreso com o seu próprio desempenho nesta quarta. "Eu errei a primeira reta e até me surpreendi com essa colocação, tem muito cara bom competindo e minha meta é chegar na final", completou.

O brasileiro ainda falou qual estratégia pretende adotar para triunfar na próxima fase da competição. "A disputa amanhã (quinta) é completamente diferente, agora é quartas de final. Quero tentar acertar a largada e ultrapassar o maior número de pessoas na primeira curva", projetou.

Já entre as mulheres, a brasileira Squel Stein ficou apenas em 15.º lugar entre as 16 competidoras que foram para a pista no ciclismo BMX. Porém, ela admitiu que preferiu não se desgastar visando a próxima fase. "No fundo eu falei com o meu treinador que iria fazer uma volta mais tranquila. Eu preferi largar por fora, pois ali eu sou melhor. Então pra mim não fazia diferença fazer um bom tempo. Também quis poupar energia", disse.

A ciclista ainda afirmou que pedalou de forma conservadora nesta quarta também para evitar possíveis lesões, como acabou acontecendo com a norte-americana Brooke Crain, que sofreu uma queda brusca e não conseguiu sequer registrar tempo. "Muitas vezes as pessoas se machucam nessa tomada de tempo, e isso aconteceu com a Crain, que tomou um tombo feio", reforçou Stein.

Neste primeiro dia de disputas do ciclismo BMX, os ciclistas andaram sozinhos para registrar tempos, enquanto nesta quinta eles andarão juntos na briga por posições. E como há grande risco de quedas, nem sempre os favoritos vencem. Essa pista de Londres é uma de supercross, cujo tipo não existe no Brasil. Ela possui maiores descidas e rampas maiores de salto. Com isso, os atletas brasileiros tiveram que treinar por um tempo na Argentina, onde há este tipo de pista, visando a Olimpíada.

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