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Brasileiro do polo aquático admite relação sexual, mas nega abuso

Thye Mattos Bezerra está com a seleção em Kazan, na Rússia

O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2015 | 21h18

A Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) ainda não se pronunciou oficialmente sobre a acusação de abuso sexual que envolve Thye Mattos Bezerra, goleiro da seleção brasileira de polo aquático. Em nota, o Comitê Olímpico do Brasil pediu que os fatos sejam completamente esclarecidos pela entidade e pela polícia de Toronto.

A amigos, o atleta admitiu ter tido relações com a jovem canadense de 22 anos, mas jura que foi consentida. "Nós fomos pegos de surpresa, estamos tomando as devidas providências. O próprio Comitê Olímpico Brasileiro está com advogados em Toronto. Ele está muito abalado, afirma que não foi isso. Nós estamos preocupados e é mais seguro para ele neste momento não ficar exposto", afirmou Ricardo Cabral, supervisor técnico da equipe, em entrevista ao site Globoesporte.com.

Thye está com a delegação brasileira em Kazan, na Rússia, para o Mundial de Esportes Aquáticos. O atleta teria abusado da vítima enquanto ela dormia em seu quarto na manhã do dia 16. A legislação canadense não diferencia estupro de assédio sexual, e a pena máxima é de 15 anos de prisão. 

A Justiça canadense trabalha para que o jogador retorne a Toronto e responda à acusação. "Daremos sequência ao processo, temos os melhores investigadores da América do Norte envolvidos no caso, coletamos todas as evidências exigidas e ao mesmo tempo trabalhamos para trazê-lo de volta para enfrentar as acusações", afirma Joanna Beaven-Desjardins, inspetora de crimes sexuais da polícia de Toronto.

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