Brasileiros brilham e Messi some na Itália

Maicon faz um e Lúcio e J. Cesar têm boa atuação na vitória da Inter sobre o Barça por 3 a 1. Milito foi o argentino que se destacou

, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Messi não se cansa de dizer que o Brasil é o favorito ao título da Copa do Mundo da África do Sul, em junho. Fala com a autoridade de ser o melhor do mundo. Ontem, pelas semifinais da Copa dos Campeões, em Milão, o argentino do Barcelona pouco apareceu e sua equipe, que costuma dar show e complicar os adversários, foi neutralizada pela muralha defensiva brasileira da Internazionale, formada por Julio Cesar, Maicon e Lúcio, da seleção, além de Thiago Motta. Parou na defesa rival e viu o argentino Milito roubar a cena no ataque na boa vitória italiana por 3 a 1.

Na próxima quarta-feira, no Camp Nou, o Barcelona terá de repetir o placar de 2 a 0 sobre os italianos, conquistado na primeira fase, para avançar à decisão pelo segundo ano seguido. Os italianos poderão perder por um gol que disputarão o título no Santiago Bernabéu, em Madri, no dia 22 de maio.

Dono de um futebol vistoso e bem jogado, o Barça começou a partida dando a impressão de que novamente daria show. Toques rápidos, envolventes e, em 18 minutos, vantagem no placar. Messi, num dos poucos lances em que encontrou espaço, tocou para o lateral Maxwell. O brasileiro foi ao fundo e cruzou para Pedro, o artilheiro de jogos importantes, calar os italianos no Giuseppe Meazza.

Silêncio de um lado, alegria do outro por um gol que pode fazer a diferença numa competição tão equilibrada. Os gols fora de casa têm peso maior em mata-matas da Copa dos Campeões. "Um gol será a chave para deixar a eliminatória encaminhada", havia dito, na véspera, o lateral Daniel Alves.

Profecia por profecia, a do técnico da Inter, José Mourinho, pode estar mais certa. "Estamos jogando bem melhor agora do que em novembro (época da derrota por 2 a 0). Evoluímos bastante", declarou, confiante, antes do duelo, apostando em sua equipe e minimizando a força do rival.

Com razão. A Internazionale mostrou ser precisa e forte na marcação, e também fez questão de provar ao mundo outra qualidade: a velocidade e a agressividade ofensiva. Em diversos lances iniciados após roubadas de bola de Thiago Mota e toques rápidos de primeira, os italianos incomodaram bastante Valdés.

A tática deu resultado 11 minutos depois da abertura do placar. Maicon encontrou Eto"o, que cruzou para o inspirado Milito servir Sneijder: 1 a 1. Dispensado pelo Real Madrid, o holandês ditava o ritmo no meio-campo.

Virada com estilo. Após o intervalo, Messi parecia querer jogo. Saiu da esquerda para o meio e depois acabou na direita. Sem espaços diante dos compatriotas Cambiasso e Zanetti, o máximo que conseguiu foi exigir duas belas defesas de Julio Cesar, impecável como o compatriota Lúcio, que arrasou na defesa e salvou até gol em cima da linha.

Bem atrás, competente na frente. Em duas roubadas de bola de Thiago Mota, surgiram as jogadas da virada italiana.

Na primeira, o brasileiro serviu Milito que, com toque sutil, encontrou Maicon: 2 a 1 e festa em Milão. O lateral saiu antes do apito final com machucado no nariz após trombada com Messi. E foi aplaudido como Milito, o herói da tarde. O argentino fez, impedido, o último gol dos 3 a 1.

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