Brasileiros completam Eco Challenge

Depois de muito esforço físico, momentos de tensão, contratempos e mais de 180 horas ininterruptas de prova, os atletas da AXN Atenah Brasil cruzaram a linha de chegada e completaram os quase 400 quilômetros da mais difícil competição de corridas de aventura do mundo, a Eco Challenge, disputada na Nova Zelândia. A única equipe brasileira na competição, formada por três mulheres e um homem, conquistou a 38ª posição entre 71 equipes do mundo todo.A performance da equipe do Brasil foi muito elogiada pelo organizador da Eco Challenge, Mark Burnett. Para ele, a equipe mostrou ser coesa e, principalmente, ter força interior e uma alegria incomparável. "O grupo brasileiro desempenhou um ótimo papel na competição, além de serem excelentes atletas e dominarem as técnicas de esportes outdoor, eles são alegres e felizes, o que é muito importante em uma prova tão extensa", explica Burnett.O atleta Sérgio Zolino se disse satisfeito com a equipe. "Nós pretendíamos terminar a prova em nove dias e terminamos em sete. Mais importante que isso: acabamos a competição bem, mesmo enfrentando o frio intenso desta região." Sérgio já havia participado de outra edição da Eco Challenge em 1999, mas não havia completado a corrida.Para a capitã Sílvia Guimarães, uma equipe brasileira terminar uma competição tão importante é muito bom para o esporte que está começando a crescer no País. "É uma honra muito grande ter vindo para a Eco representar o Brasil, pois não é uma coisa fácil. Foi mais de um ano de batalha e hoje nós podemos mostrar que o nosso País tem um potencial enorme neste esporte."Eleonora Audra falou que terminar uma Eco Challenge foi a realização de um grande sonho. Ela explica que antigamente os atletas brasileiros participavam de competições internacionais em equipes de outros países. Terminar a prova com um grupo todo brasileiro tem um sabor especial. "Essa é a maior felicidade que senti nos últimos anos. Chegar remando pelo lago Wanaka cantando o hino do Brasil deu uma sensação de extremo orgulho."A chegada da equipe AXN Atenah foi a mais concorrida e disputada tanto pela a organização do evento quanto pelos membros da imprensa e torcedores, todos queriam tirar fotos e estar na chegada da equipe considerada a mais alegre e espontânea da prova.Para Karina Bacha, a corrida foi completa. Ela conta que a equipe passou por dificuldades, alegrias, tristeza e decepção. Um misto de sentimentos que afloram principalmente nos momentos de maior perigo e tensão. "Eu não me arrependo de nada, mais uma vez posso considerar essa prova um grande resumo da vida."Mark Burnett, organizador e idealizador da prova, reafirmou sua vontade de realizar a competição no Brasil no próximo ano. "Estou muito interessado em realizar a prova no Brasil, mas depende de alguns acertos do governo para ver como conseguiremos trabalhar juntos."Para a atleta Karina Bacha, pensar em correr uma Eco Challenge no próprio País é um privilégio e um incentivo. "A Eco no Brasil vai ser muito difícil. Ela é muito diferente de todas as outras corridas do mundo por ser muito extensa e muito intensa, mas se for lá vai ser lindo."

Agencia Estado,

30 de outubro de 2001 | 21h56

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