Brasileiros dão adeus ao Chile em pleno Valle Nevado

'Tchau, tchau, tchau! Le, le, le!' vira o coro dos turistas na estação de esqui em alusão ao grito de guerra dos chilenos

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

VALLE NEVADO

As torcidas chegam aos poucos, empunhando bandeiras, vestindo as camisas de seus jogadores favoritos. Mas, em vez de subir para a arquibancada, a galera se acomoda em sofás, cadeiras, pelo carpete. Brasil e Chile se enfrentam em Johannesburgo, pelas oitavas de final da Copa, enquanto os torcedores em questão se reúnem no bar do Hotel Valle Nevado, a 64 km de Santiago, capital chilena. Com o feriado nacional de São Pedro e São Paulo, ontem, a estação de esqui está lotada ? tanto de chilenos como de brasileiros.

Lado a lado, as duas torcidas fazem festa. "Os chilenos estão convencidos de que vão ganhar. Mas sabemos que não é verdade", diz a brasileira Juliana Niemeyer. No bar, as garçonetes pintam os rostos dos hóspedes com o azul, o branco e o vermelho da bandeira de seu país. "Estamos muito contentes com esse time. Podemos vencer o Brasil", diz o chileno Javier Baeza, de 40 anos. Seu amigo Marcelo Borlando, no entanto, não demonstra o mesmo otimismo. "É o Brasil em campo. Temos um bom time, mas não vamos conseguir. Só mesmo por um milagre."

Gritos de "Chi, chi, chi! Le, le, le! Viva Chile!" se misturam ao "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...". O jogo começa acirrado. Os chilenos aplaudem, vibram a cada vez em que a equipe de Bielsa chega com perigo à área de Julio Cesar.

Mas a alegria dos chilenos desaparece conforme o Brasil faz gols. A menina de unhas pintadas com a bandeira chilena tira o esmalte com os dentes. Os brasileiros provocam: "Tchau, tchau, tchau! Le, le, le, le", em alusão ao grito de guerra rival. O jogo acaba, assim como o sonho chileno.

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