Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Brasileiros desafiam favoritismo de africanos na São Silvestre

Quarto colocado na prova do ano passado, Giovani dos Santos muda sua estratégia para vencer desta vez

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2017 | 07h02

Todo ano o discurso é parecido: os brasileiros chegam confiantes para mais uma São Silvestre, os estrangeiros pregam respeito e elogiam os rivais e no final a vitória é quase sempre dos atletas africanos. Desta vez, dois corredores experientes esperam quebrar a hegemonia de etíopes e quenianos na prova paulistana que está em sua 93ª edição.

+ Giovani dos Santos promete duelo equilibrado com africanos

O Brasil vai para esse duelo particular com os africanos apostando principalmente em Giovani dos Santos, quarto colocado no ano passado na São Silvestre. “Já ganhei quase todas as provas de rua no Brasil, mas falta a São Silvestre. Vou até onde minhas pernas aguentarem e darei o máximo”, afirmou Giovani. “Se no final um brasileiro ganhar, vou ficar feliz do mesmo jeito”, confessou.

Assim como os atletas estrangeiros, ele deve fazer uma dobradinha na estratégia com Franck Caldeira, que ganhou a São Silvestre em 2006. “Eu tenho um grande amigo, e adversário, que é o Giovani, que é o brasileiro mais bem cotado para vencer a prova. Vamos fazer juntos uma parceria para fazer com que um bom resultado, seja o dele ou o meu, deixe o público feliz e um legado de um resultado positivo para o Brasil.”

"Essa prova tem segredos e artimanhas. Se fosse fácil vencer, todo mundo estaria no ponto mais alto. Minha corrida vai ser contra meus limites e não contra adversário. Vou deixar tudo nas ruas de São Paulo", comentou Caldeira. "Em 2006, em momento algum achei que iria ganhar, mas estava bem preparado", continuou o brasileiro.

Eles terão rivais à altura, como os quenianos Paul Lonyangata, campeão da Maratona de Paris neste ano, e Stanley Biwott, campeão da São Silvestre e da Maratona de Nova York em 2015. “No ano passado errei um pouco na estratégia e aí faltou perna na subida da Brigadeiro”, contou Giovani.

O experiente Biwott não fala em favoritismo e elogia seus adversários. “Os brasileiros são muito fortes, aqui existem muitos atletas de alto nível, e isso me dá uma motivação para tentar vencer novamente”, disse o corredor de 31 anos, que terá de se adaptar para a distância mais curta de 15 quilômetros. “É uma prova rápida.”

Para a edição deste ano, a São Silvestre contou com ajustes no percurso para aumentar a área de dispersão. A largada da elite feminina está marcada para às 8h40 de domingo e da elite masculina para 9h. O evento conta com 30 mil corredores inscritos e a previsão de liberação da Avenida Paulista será às 14h do domingo.

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