Brasileiros exaltam medalhas no Mundial de Judô

Apesar de repetirem as mesmas posições do Mundial do ano passado, os judocas brasileiros Leandro Cunha e Sarah Menezes comemoraram as medalhas conquistadas nesta terça-feira, no primeiro dia da edição deste ano da competição, disputada em Paris. Cunha repetiu a prata na categoria até 66 kg, enquanto Sarah ficou com o bronze (até 48 kg).

WILSON BALDINI JR., Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 16h18

"Estou no caminho certo. Bati na trave de novo, mas mostrei evolução. Terminei o campeonato inteiro fisicamente", disse Leandro, conhecido por Coxinha. "É que minha mãe faz salgadinho e eu levava para o meu professor (Orlando Hirakawa) quando era pequeno", afirmou o atleta de 30 anos, satisfeito em seguir os passos de João Derly, primeiro brasileiro a obter uma medalha de ouro em um Mundial, na mesma categoria de Cunha.

"Fico feliz em dar continuidade aos bons resultados do João Derly na categoria. Mas, mais do que isso, estou escrevendo o meu nome na história. Duas finais seguidas é para poucos", festejou. "As medalhas são fruto de muito trabalho. Venho tentando meu espaço na seleção olímpica desde 2000 e acho que estou no caminho certo", declarou Leandro, que ficou perto de garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Atual quarta colocada no ranking, Sarah também ficou mais próxima da Olimpíada, além de subir uma posição na lista da Federação Internacional de Judô. "A cada pódio aumento a minha chance de realizar o meu sonho de ir à Olimpíada", festejou.

"O objetivo era conquistar uma medalha e consegui. Claro que a gente sempre quer mais, mas se for para perder aqui e ganhar nas Olimpíadas, tudo bem. O que falta para eu ganhar o ouro? Vencer as japonesas! Espero que em Londres isso aconteça", projetou.

A técnica Rosicléia Campos também ficou feliz com o bronze. "Ganhar uma medalha dentro de Paris e contra uma francesa não tem preço", comemorou. Na disputa pelo terceiro lugar, Sarah venceu a local Frederique Jossinet, dona de quatro medalhas em mundiais e uma olímpica. "Me concentrei apenas nela, esquecendo a torcida, senão ia perder o meu judô. Em alguns momentos, a torcida contra até me motivou", contou.

Eliminado nas oitavas de final, Felipe Kitadai lamentou a derrota para o usbeque Rishod Sobirov, líder do ranking da categoria até 60 kg, mas projetou evolução até a Olimpíada. "Peguei três adversários de alto nível e acho que fiz uma boa competição, evoluí em relação ao ano passado até. Mas não tem como não ficar triste por perder. Isso faz parte do crescimento para um objetivo maior: a Olimpíada de Londres de 2012. Perdi agora para ganhar lá na frente", afirmou.

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