Divulgação/CBBoxe
Divulgação/CBBoxe

Brasileiros garantem ao menos dois bronzes no Mundial de Boxe

Everton Lopes continua na luta para defender seu título mundial, e Robson Conceição obtém o primeiro bom resultado numa competição importante

O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2013 | 22h34

SÃO PAULO - Dois baianos já alcançaram as semifinais do Mundial de Almaty, no Casaquistão, e asseguraram cada um pelo menos uma medalha de bronze: o peso leve Robson Conceição (até 60kg) e o meio-médio-ligeiro Everton dos Santos Lopes (até 64kg). Assim, Everton manteve as chances de defender o título conquistado em Baku, em 2011. O campeão mundial derrotou nas quartas de final o lituano Evaldas Petrauskas (bronze nos Jogos Olímpicos de Londres) em decisão apertadíssima. O primeiro juiz deu a vitória para Everton (29 a 28), o segundo considerou o lutador báltico vencedor (29 a 28) e o terceiro deu empate por 28 pontos. Coube a esse último juiz dar o voto de desempate e ele declarou Everton vencedor.Robson derrotou o indiano Malik Vikash com mais facilidade. Adotando uma tática francamente ofensiva, ele encurralou o adversário, obrigando o árbitro a abrir contagem três vezes.

O mosca-ligeiro Patrick Lourenço não teve a mesma sorte e foi derrotado pelo argelino Mohammed Flossi.Vice-campeão nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, Robson foi eliminado logo na primeira luta nos Jogos Olímpicos de Pequim e nos de Londres. No Mundial de Baku, chegou a ser declarado vencedor em um combate contra o então campeão olímpico, Vasyl Lomachenko, mas a federação ucraniana entrou com recurso, alegando que o brasileiro havia desferido um golpe ilegal, abaixo da linha da cintura, e que Robson não havia sido punido por quedas. O resultado foi alterado e, na época, o baiano reclamou que a CBBoxe não tinha força nos bastidores.

Everton, campeão mundial em 2011, não conseguiu repetir o resultado nos Jogos Olímpicos, tampouco no Pan de Guadalajara. Seu algoz nas duas ocasiões foi o cubano Roniel Iglesias, que depois subiu de categoria. No México, os dois se encontraram na semifinal e o baiano teve de se contentar com um bronze. Em Londres, Iglesias despachou Everton da competição na primeira rodada. O campeão mundial nunca conseguiu ser campeão pan-americano: em 2007, foi superado na final no Rio pelo também cubano Yordenis Ugás.

Amanhã, na semifinal, Everton terá um obstáculo indesejável: o casaque Merey Akshalov, que lutará em casa. Como as decisões no boxe amador têm um alto grau de subjetividade, o baiano terá de ser claramente superior ao adversário para poder chegar à final. Ex-lavador de carros, carregador de compras de supermercado e peão de obras, Everton foi procurar uma academia por ser muito brigão, assim como o conterrâneo Robson. O peso leve teve as primeiras aulas no quintal de sua casa, com um amigo que frequentava uma academia, pois não tinha dinheiro para pagar as mensalidades. Seu adversário na semifinal será o italiano Valentino Domenico, que começou a praticar a modalidade em um clube chamado “Medaglia d’Oro”, em Caserta. O veterano de 29 anos já tem quatro medalhas em Mundiais, uma delas de ouro, na edição de 2009, em Milão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.