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Brasileiros jogam por vitrine e vaga em equipes do exterior

Time estreia hoje e busca repetir as meninas, que ganharam espaço na Europa depois de bom resultado na competição

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2011 | 00h00

A partida de estreia da seleção brasileira no Mundial Masculino de Handebol da Suécia, hoje, às 18h30 de Brasília, em Norrköping, contra a Áustria, é um desafio com jeito de final. Nesse confronto, e nos próximos que serão disputados pela equipe na primeira fase competição, pode estar em jogo o futuro do esporte nos próximos anos.

Apoiado na experiência de ter atuado sete anos na Alemanha, o ponta Renato Tupan afirma que, atualmente, o handebol brasileiro está bastante atrasado em relação às grandes potências do esporte (Alemanha, França, Croácia, Polônia e Espanha) e, para diminuir essa diferença, será necessário intercâmbio. Atualmente, o time conta com o técnico espanhol Javier Cuesta, mas o problema é que nenhum jogador da seleção brasileira que está na Suécia está trabalhando em clubes do exterior.

"No meu ponto de vista isso é muito ruim. Quanto mais pessoas jogando em times na Europa melhor, pois ainda é muito grande a diferença de nível dos campeonatos europeus em relação ao brasileiro", explica. A questão, segundo Tupan, é que as competições do Velho Continente reúnem os principais jogadores do esporte. "Então quem joga fora ganha uma grande experiência e bagagem de jogo. Por exemplo, na seleção feminina de handebol o nível da seleção subiu muito desde que todas as jogadoras da seleção foram para a Europa. Não se consegue isso só treinando."

Tupan conta que, para atingir o grau de evolução atual, as brasileiras tiveram de conquistar espaço nos clubes do exterior. "O feminino ficou em oitavo no Campeonato Mundial retrasado e, depois disso, várias jogadoras foram contratadas, por ter bom nível técnico e por serem mais baratas." O masculino vai tentar seguir a mesma receita: usar o Mundial como vitrine. "Por isso, no meu ponto de vista, é tão importante avançarmos para a segunda fase da competição. Dá status", explica Tupan, lembrando que há dois anos, na Croácia, o Brasil ficou na 21.ª posição.

Na Suécia, os times estão distribuídos em quatro chaves de seis seleções, das quais três se classificam para a etapa seguinte. Tupan afirma que o time brasileiro foi beneficiado no sorteio das chaves do Mundial e o fato aumenta as esperanças de evoluir em relação a 2009. "Caímos em um grupo bom, em que, se jogarmos direito, temos reais chances de passar à segunda fase. Em um dia bom, acredito que possamos, por exemplo, fazer frente a Noruega, Áustria e Japão", garante o ponta. Islândia e Hungria, segundo ele, serão adversários mais complicados.

Para a estreia, hoje, o técnico Javier Cuesta, que montou um time mesclando atletas experientes com revelações, contará com todos os jogadores em boas condições físicas.

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