Divulgação/ COB
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Brasileiros fecham com a prata campanha histórica do badminton

Pela primeira vez o País foi às finais Pan-Americanas do esporte

MARCIO DOLZAN, Enviado Especial a Toronto, Estadão Conteúdo

15 de julho de 2015 | 17h10

Se em toda a história dos Jogos Pan-Americanos o Brasil havia conquistado apenas duas medalhas - de bronze - no badminton, só nesta quarta-feira, em Toronto, o País garantiu duas de prata, além de um terceiro lugar conquistado na véspera. Foram duas derrotas nas finais de duplas, com as irmãs Lohaynny e Luana Vicente, no feminino, e Hugo Arthuso/Daniel Paiola, no masculino.

No último jogo do Brasil em Toronto, Hugo e Daniel bem que tentaram, mas perderam a final de duplas para os americanos Phillip Chew e Sattawat Pongnairat e ficaram com a prata. A final terminou com placar de 2 sets a 0, parciais 21/18 e 21/16.

A dupla brasileira, 84ª colocada no ranking mundial, perdeu um primeiro set marcado por muito equilíbrio e que foi imprevisível até o fim. Bem nos ataques, Paiola e Arthuso acabaram surpreendidos em algumas devoluções dos americanos (31.º no ranking de duplas), que venceram por 21/18.

O segundo set também foi parelho, mas marcado por alguns lances inusitados. Num deles, Arthuso acertou a peteca no abdômen de Chew. Pediu desculpas, teve elas atendidas e ficou com o ponto.

Disputado ponto a ponto, o set também teve lances alucinantes. Na marcação do 12.º ponto americano, Arthuso salvou um ataque deitado e fez mais duas devoluções assim. Mesmo com o desfecho favorável aos adversários, foi bastante aplaudido. Chew e Pongnairat acabaram abrindo vantagem apenas no fim, fechando o jogo com 21/16.

PAN INESQUECÍVEL

Além das pratas nas duplas masculina e feminina, o Brasil também ganhou bronze nas duplas mistas, com Lohaynny e Alex Tjong, que pararam na semifinal - diferente do tênis, no badminton os mesmos atletas sempre jogam as chaves individuais, de duplas masculinas/femininas e mistas em todos os torneios do Circuito Mundial.

Ainda que o desempenho em Toronto cause surpresa para quem não acompanha de perto o badminton, as três medalhas são um resultado aquém do esperado pela comissão técnica, que havia traçado como meta subir ao pódio em todas as cinco disputas do Pan. De qualquer forma, a confederação acreditava que faria só uma final - nas duplas femininas.

Em Guadalajara, há quatro anos, o Brasil ganhou apenas um bronze, com Daniel Paiola. A outra medalha do País em Jogos Pan-Americanos data de 2007, quando, em casa, ganhou um bronze em duplas.

O País nunca disputou os Jogos Olímpicos na modalidade, mas em 2016 terá direito a um convite na chave masculina de simples e outro na feminina. Hoje, não precisaria do convite, porque Paiola e Fabiana Silva estão na zona de classificação do ranking mundial. Nas duplas, vai ao Rio o melhor time do continente em cada disputa.

Em agosto acontece o Campeonato Mundial, em Jacarta (Indonésia). Apenas Alex Tjong e Daniel Paiola vão à competição porque vão bancar o evento do bolso. A Confederação Brasileira de Badminton (CBBb), com o cobertor curto, preferiu pagar para a seleção disputar dois eventos no continente americano.

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