Dita Alangkara/AP
Dita Alangkara/AP

Brasileiros se destacam depois do sábado ruim

Bruno Senna e Felipe Massa mostraram habilidade com belas ultrapassagens e foram uma grata surpresa

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h04

É provável que sábado, depois da definição do grid do GP de Cingapura, Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, e Toto Woff, da Williams, ficaram ainda mais em dúvida sobre que pilotos escolher para 2013: como manter Felipe Massa, na Ferrari, e Bruno Senna, na Williams, depois de resultados tão distintos dos companheiros?

Massa foi 13.º enquanto Fernando Alonso, quinto, ultrapassou a linha de chegada um segundo mais rápido. E Bruno, o 17.º, por ter batido pela segunda vez, diante da excelente segunda colocação de Pastor Maldonado, Pois ontem os dois pilotos brasileiros os deixaram ainda mais em dúvida. Não por reforçar a má imagem do sábado, mas por se destacarem dentre os melhores da corrida. Massa caiu de 13.º para último, em razão de ter de parar nos boxes ao final da primeira volta, atingido pela Caterham de Vitaly Petrov, e recebeu a bandeirada em convincente oitavo lugar.

Bruno largou em 22.º, por ter perdido cinco posições, decorrente da troca do câmbio, mas na 20.ª volta de um total de 61 já era o 12.º, com tempos de volta muito bons, como Massa. Abandonou na penúltima passagem, logo após perder o décimo lugar, que lhe daria um merecido ponto, para Mark Webber, da Red Bull, com os pneus em bem melhor estado.

Massa comentou: "Hoje era dia que, mesmo largando em 13.º, chegar entre os cinco primeiros era possível". Ao fazer uma parada a mais nos boxes, para substituição do pneu furado, o resultado acabou comprometido. "Petrov veio pedir desculpas, depois."

O desempenho da Ferrari o surpreendeu. O desgaste dos pneus foi muito elevado nos treinos de sexta-feira e sábado. "Hoje eu consegui completar 20 voltas com os supermacios." Realizou várias ultrapassagens. Quando se imaginou que poderia tentar a aproximação em Romain Grosjean, da Lotus, e lutar pelo sétimo lugar, manteve a posição. "Os pneus acusaram o ritmo", explicou.

Bruno disse que nas voltas iniciais questionou se terminaria o GP de Cingapura. "Tinha problemas com o câmbio", explicou. No fim, foi o sistema de recuperação de energia (kers) que deixou de funcionar, o que contribuiu para perder o décimo lugar para Webber. "Uma pena, era para ter feito pontos, apesar de ter largado tão atrás." O abandono não o obriga a manter o câmbio para a próxima etapa, no Japão, dia 7. Como já não faria pontos, é provável que a Williams o tenha mandado parar.

Massa e Bruno chegaram a lutar pelo nono lugar, na 42.ª volta, depois da saída do safety car. Massa saiu melhor da curva e colocou a Ferrari do lado da Williams. Mas foi espremido no muro. "Eu não vi que ele estava do meu lado, errei. Ao sentir o toque tirei o carro", disse Bruno. Massa não gostou. "A regra diz que se você tiver um carro do seu lado não pode fechá-lo." Na sua visão Bruno deveria ser punido. Depois da prova o piloto da Williams lhe pediu desculpas pessoalmente.

Com sequências de voltas excelentes, várias ultrapassagens e tendo sobrevivido a uma corrida fácil de se envolver em incidentes, os dois deixaram muito boa impressão à direção de suas equipes. Bem diferente do que fizeram sábado.

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