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Brasileiros têm de lidar com velhos sentimentos ruins

Tristeza e decepção pelas derrotas para a Espanha na final de 2000 e na semi de 2004 ainda afetam seleção

Giuliander Carpes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2008 | 00h00

Erros, derrota, tristeza, decepção. Nestes últimos dias de preparação para o Mundial de Futsal, os jogadores da seleção brasileira estão tendo de lidar novamente com sentimentos que afloraram frente à Espanha na final da Copa de Mundo de 2000 e na semifinal da de 2004. Em ambas, o time de Falcão e companhia era favorito absoluto. Mas fracassou. "Nossa responsabilidade agora é maior por ter perdido os últimos dois campeonatos", analisa Falcão.Em 2004, o grupo estava rachado. De um lado, Manoel Tobias, duas vezes eleito o melhor jogador do planeta, comandava uma "panela" de atletas mais experientes. De outro, Falcão, então melhor do mundo, era o chefe da turma dos jogadores emergentes. "A gente não concordava em algumas coisas", conta o ala, sem entrar em detalhes.A disputa chegou a criar empecilhos para atletas que estavam em grande fase na época, caso de Lenísio, por exemplo, artilheiro do Campeonato Espanhol. À época, o goleador pediu para não ser convocado para a competição. "Não me sentia feliz na seleção", confessa.A derrota nos pênaltis para os espanhóis, depois de um 2 a 2 no tempo normal, em Hong Kong, há quatro anos, foi o resultado. Ainda dói para o goleiro Franklin, titular na ocasião. "No último Mundial, disputei todas as partidas e parece que a tristeza fica maior", afirma. "É incrível, parece que a responsabilidade aumenta muito."Ciente do fardo que pesa sobre o time, o técnico Paulo César de Oliveira, o PC, ao assumir o comando da seleção, tomou a decisão de trazer a psicóloga, Melissa Voltarelli, especializada em esporte. Essencialmente, seu trabalho tem sido amenizar a pressão da "obrigação" de uma conquista. "A ansiedade é algo natural para os atletas", explica Melissa. "O trabalho é não deixar que a pressão seja muita, a ponto de prejudicar a equipe, e nem pouca, a ponto de fazer os jogadores amolecerem."O time parece ter entendido a proposta. "As derrotas fizeram a gente aprender. Todo campeonato você ganha dentro e fora de quadra. Hoje, a gente tem toda a estrutura necessária. E isto faz diferença", diz Falcão.

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