Anne Christine/ AFP
Anne Christine/ AFP

Break dance vira modalidade olímpica e dará medalha nos Jogos da Juventude

Pela primeira vez, o Comitê Olímpico Internacional admitiu que dança é um esporte

O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2016 | 12h37

O Comitê Olímpico Internacional (COI) surpreendeu ao adicionar uma modalidade esportiva inusitada ao programa dos Jogos Olímpicos da Juventude que serão disputados em Buenos Aires, na Argentina, em 2018. Pela primeira vez a entidade admitiu que dança é um esporte, incluindo o break dance na competição.

A proposta de transformar "dance sport" em modalidade olímpica havia antes passado pelo grupo de trabalho tripartite dos Jogos Olímpicos da Juventude e pelo Comitê Organizador de Buenos Aires-2018, sendo aprovada na quarta-feira pelo Comitê Executivo do COI.

A entidade não detalhou como será a competição, mas sabe-se que ela terá o consagrado formato de "batalha", com duas equipes mistas de dançarinos se revezando na pista, respondendo à dança do time rival. A inclusão da dança está ligada à missão dos Jogos da Juventude de "levar esporte para o povo" e aproximar os jovens do olimpismo.

Além do break dance, o COI também aprovou a inclusão de escalada esportiva e do caratê nos Jogos de Juventude, modalidades que já estarão nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No caso do caratê, só haverá disputa do kumitê, que não envolve confronto atleta contra atleta.

Para o COI, essas modalidades representam um "misto de esportes urbanos emergentes e universais, com um significante apelo jovem". Nos três casos, haverá números iguais de vagas para homens e mulheres. Na escalada e no caratê serão três provas por gênero, contra só uma em Tóquio-2020.

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