Brigas políticas tumultuamo Palmeiras

Problemas internos podem também prejudicar o futuro da equipe

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

15 de dezembro de 2008 | 00h00

O 2009 do Palmeiras está nebuloso. A derrota de Affonso Della Monica na Assembléia Geral anteontem - os associados não aprovaram as mudanças estatuárias do clube e, assim, o presidente não conseguiu prorrogar seu mandato até o fim de 2009 - obriga novas eleições em janeiro, e um racha entre integrantes da situação está prestes a ocorrer.A diretoria tenta esquecer as brigas políticas para que o planejamento da próxima temporada não seja atrapalhado. A semana promete ser decisiva, com anúncio de reforços (como o zagueiro Danilo), renovações (Alex Mineiro e Kléber) e dispensas (Lenny vai ser emprestado para outro time). O Palmeiras também está de olho no zagueiro Edu Dracena e no atacante Neri Cardozo."Estamos na mesma situação de dezembro de 2006, quando assumi o futebol. Na época trabalhamos como se nada fosse acontecer", lembra o vice-presidente Gilberto Cipullo, referindo-se à ultima eleição. "Fizemos um planejamento daquela vez e vamos fazer agora."A questão é que, mesmo que tudo seja definido antes das eleições, muita coisa pode mudar dependendo de quem sair vencedor. Até Vanderlei Luxemburgo está ameaçado caso a oposição ganhe. O alto valor da comissão técnica (cerca de R$ 1 milhão por mês) assusta, e Roberto Frizzo, provável candidato, já avisou que vai refazer as contas para saber se dá para manter o treinador. A parceria com a Traffic também fica ameaçada, apesar de Frizzo dizer que gostaria de seguir com a relação.Se a oposição está unida, o mesmo não ocorre entre integrantes da situação. O fato de Della Monica ter tentado prorrogar seu mandato irritou muita gente que estava com ele e é provável que duas chapas concorram à presidência em janeiro. Uma com Salvador Hugo Palaia e outra com José Cyrillo Jr. "Vou apresentar (a proposta) ao grupo", confirma Cyrillo.Conselheiros e diretores temem pelo futuro do clube. "O Palmeiras vai passar por momentos difíceis", já afirmava Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo, antes da votação de sábado. "Temos de abrir mão de interesses pessoais para pensar no clube", pede Cipullo.

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