Bronze de fundistas abre o atletismo

Marilson fatura medalha dos 5 mil metros; Lucélia Perez, dos 10 mil

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

24 de julho de 2007 | 00h00

O fundista Marilson Gomes dos Santos ficou satisfeito com o resultado nos 5 mil metros - conquistou a medalha de bronze, no tempo de 13min30s68, e repetiu o feito de quatro anos atrás, em Santo Domingo. Como é atleta de distâncias maiores, aposta as fichas na competição dos 10 mil metros, na sexta-feira. Mas o que causou estranheza a Marilson ontem, no Estádio João Havelange, foi a torcida.O corredor admitiu: ficou assustado em competir com torcida. ''''No princípio foi um pouco assustador. Não temos a cultura de as pessoas acompanharem o atletismo, como acontece no futebol'''', explicou Marilson, atual campeão da Maratona de Nova York, que correu como um ilustre anônimo. ''''Fiquei um pouco assustado, mas depois passei a entender que as pessoas estavam torcendo por mim e não contra. Procurei me acalmar e sugar essa energia.''''Ainda sem o ouro em Pan-Americanos, Marilson aposta as fichas nos 10 mil metros - é o atual recordista da distância, com 27min28s12, e conquistou a prata em Santo Domingo. ''''Essa já é mais a minha prova. Hoje (ontem) todos os atletas eram velocistas, acostumadas aos 1.500 metros.'''' O bronze nos 5 mil, portanto, foi um bom ensaio. ''''Acabei fazendo um bom tempo, a minha melhor marca no Brasil. Pensei que seria difícil alguém correr abaixo de 13min30, mas aconteceu. Tanto que foi o recorde pan-americano'''', destacou o brasileiro, fazendo referência ao norte-americano Ed Moran, campeão da prova com 13min25s60. O outro brasileiro na competição, Ubiratan dos Santos, ficou com a 9ª posição.LUCÉLIA NO PÓDIOPara Lucélia Peres, o bronze nos 10 mil metros (com o tempo de 33min19s48) ficou quase dourado. Estreante no Pan, a atual campeã sul-americana da distância apostou numa chegada forte. Tanto que surpreendeu: a mil metros do fim, saiu da 5ª posição para a 3ª. ''''Estava confiante em chegar forte. Esse foi meu principal trabalho no último mês, estava bem veloz'''', comentou Lucélia, que destacou o bom resultado. ''''Competi com as melhores da América.''''A prova, aliás, foi surpreendente - principalmente para a paraibana Ednalva Laureano, a Pretinha. Ela liderou a corrida por mais de 4 mil metros, quando foi ultrapassada pela americana Sara Slattery, que ganhou a disputa com novo recorde pan-americano (32min54s41). Pretinha chegou na 7ª posição, mas estava conformada. ''''Faltou perna'''', explicou. ''''Não passei muito bem esta noite. Acho que foi alguma coisa que comi.''''Especialista em provas de rua, a atleta ficou contente com o resultado. ''''Consegui fazer um tempo bom e estou melhorando na pista.''''Pretinha e Lucélia voltam às pistas na sexta-feira, para a prova dos 5 mil metros. Ednalva ressalta que esta não é a sua prova e Lucélia, depois do bronze, não quer ainda pensar no resultado. ''''Primeiro vou curtir essa medalha. Depois vou ver como vou estar na sexta.''''

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