Divulgação/COB
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Mesa-tenista Bruna Takahashi exalta resultados após Olimpíada: ‘Sei que posso ganhar posições’

Atualmente entre as trinta melhores atletas do mundo na modalidade, brasileira sonha com voos maiores e Jogos de Paris, em 2024

Pedro Ramos, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2022 | 20h00

Aos 21 anos, Bruna Takahashi não parece sentir a pressão de estar entre as trinta melhores mesa-tenistas do mundo. Se quando compete ela tem um estilo agressivo, fora do esporte demonstra tranquilidade e muita cautela. Os bons resultados conquistados colocaram-na no top 30 do ranking divulgado pela Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) no fim de março, uma marca inédita entre as brasileiras.

“Agora que eu estou nesse grupo é ainda mais difícil me manter. Eu sei que posso subir na lista, ganhar mais posições. O importante é se manter e, se tiver a chance, conseguir subir posições para atingir mais feitos históricos no tênis de mesa. A médio e longo prazo, uma das minhas metas é ser top 10", conta ao Estadão.

Se o resultado na Olimpíada de Tóquio, no ano passado, não foi o esperado - eliminação na segunda rodada -, Bruna conseguiu utilizar a experiência como uma oportunidade para evoluir e crescer no esporte. Ela soube ver seus erros e aperfeiçoar detalhes para subir de nível nos torneios seguintes. Mesmo tão jovem, não se deixou abater por um desempenho ruim e soube usar o resultado como combustível para elevar seu jogo.

“Além da experiência que tive na Olimpíada no Japão, consegui (uma evolução) técnica e tática, um feeling maior de jogo e peguei detalhes que fazem a diferença. A parte física é algo que eu e meu técnico conversamos que preciso melhorar. Se conseguir mudar algumas coisas, poderia dar um passo bem grande no meu tipo de jogo, de me movimentar melhor”.

Prodígio desde criança, Bruna continua muito ligada à família, em especial, com a irmã mais nova, com quem compartilha o amor e o talento pelo tênis de mesa. De apenas 17 anos, Giulia é um fenômeno em ascensão.

Ela coleciona resultados de destaque há anos e segue os passos da irmã mais velha. Giulia foi reserva da seleção na Olimpíada de Tóquio e porta-bandeira na cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-americanos Júnior, em Cali, na Colômbia, no ano passado, após quatro medalhas conquistadas (dois ouros, uma prata e um bronze).

Espelho para Giulia, Bruna sabe que seus resultados a colocam como uma das referências no esporte também para outras meninas do Brasil. Enquanto participava de treinos com a seleção brasileira em São Caetano neste mês, era observada por dezenas de jovens atletas atentos, incluindo várias meninas.

“Espero que elas se espelhem em mim. Se elas têm um objetivo, que continuem treinando porque não vai vir assim de cara. Não é sempre mil maravilhas, têm resultados ruins que acontecem. Se você aprende isso desde pequena, seu psicológico pode ser mais forte rapidamente”, aconselha Bruna.

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