Bruno César marca, mas tem atuação discreta

Meia que levou bronca durante a semana volta a decepcionar. Técnico diz que tirou Roberto Carlos para evitar lesão muscular

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2010 | 00h00

A conversa do técnico Adilson Batista com Bruno César não parece ter surtido efeito. Contra o Inter, o camisa 10 do Corinthians colocou duas bolas no travessão e fez gol de pênalti, mas esteve longe das atuações que o fizeram artilheiro da equipe, agora com 10 gols.

Em partida de muita qualidade no meio-campo, Bruno César novamente pareceu deslocado e perdeu a chance de virar o jogo no segundo tempo. Após o Corinthians chegar ao empate por 1 a 1, ele recebeu bola quase na pequena área, mas, com chute desajeitado, acertou o travessão.

O meia, que ganhou espaço por sua característica de arriscar chutes de qualquer distância, outra vez mostrou timidez. Terminou o jogo com apenas três tentativas a gol - na primeira, cobrou falta no travessão. Mostrou personalidade apenas ao tomar para si a cobrança do pênalti, aos 45 do segundo tempo, em gol que igualou a partida por 2 a 2.

Durante a semana, Bruno César foi alvo de polêmica após ter reclamado de seu posicionamento no clássico contra o Santos. O jogador não gostou de ter sido deslocado para a direita, atuando mais longe do gol adversário. Após ter ouvido bronca de Adilson Batista na frente de todo o grupo, ontem novamente parecia estar jogando fora da posição de sua preferência.

O meia do Corinthians diminuiu o ritmo, após um início arrasador neste Campeonato Brasileiro. Em suas primeiras dez partidas, fez oito gols e ganhou a admiração da torcida corintiana. Parece, porém, ter perdido a confiança depois de errar um pênalti importante na derrota diante do Cruzeiro, por 1 a 0, em Minas.

Nas últimas rodadas, a bola não tem entrado e o camisa 10 perdeu um pouco de espaço na briga pela artilharia. Ontem, com o gol de pênalti, encerrou um jejum de cinco partidas sem balançar as redes - tem 10, contra 13 de Jonas, do Grêmio.

Substituição polêmica. Adilson Batista deu ontem um susto na torcida corintiana aos 13 minutos do segundo tempo, ao tirar Roberto Carlos para a entrada de Edu. O lateral saiu de cabeça baixa e foi direto para o vestiário, mas o técnico garante que foi uma troca motivada por questões físicas. "Há um tempo ele já vinha sentindo um incômodo, achei que estava dando uma segurada. O Inter começou a sair rápido e tinha chance para decidir o jogo", explicou Adilson.

O técnico já havia causado estranheza ao deixar o lateral fora do jogo contra o Grêmio - derrota por 1 a 0 no Pacaembu. "Pela sequência é normal (substituí-lo), a gente já segurou no jogo contra o Grêmio. Vamos tentar recuperá-lo completamente e, em função disso, foi substituído hoje (ontem)."

Recém-convocado para a seleção de Mano Menezes, Elias teve atuação abaixo do esperado na derrota de ontem, mas ainda assim ganhou elogios de Adilson Batista. O técnico atribuiu a exibição apagada à boa marcação de Guiñazu, que perseguiu o meia durante os 90 minutos, ontem, no Beira-Rio. "O Elias jogou bem, mas o Guiñazu é um exímio marcador."

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