Bruno e Lucas, de olho em 2009

Jovens pilotos têm possibilidade de correr na principal categoria

Livio Oricchio, O Estadao de S.Paulo

25 de outubro de 2008 | 00h00

Piloto confirmado mesmo, para a próxima temporada, o Brasil tem, por enquanto, apenas Felipe Massa, na Ferrari. Mas poderá contar ainda com Nelsinho Piquet, Rubens Barrichello e dois representantes da nova geração, cheios de vontade de estrear na competição: Bruno Senna e Lucas Di Grassi, reconhecidamente talentosos. Nelsinho Piquet espera acabar o campeonato para ouvir de Flavio Briatore, diretor da Renault, qual será o seu futuro. O mais provável é que continue como companheiro de equipe de Fernando Alonso, prestes a confirmar a renovação do contrato. E Rubinho trabalha para encontrar patrocinadores que o apóiem na Toro Rosso se Nick Fry, diretor da Honda, resolver mesmo dispensá-lo. Bruno e Lucas acompanham de perto o que vai acontecer com Nelsinho e Rubinho. Se Briatore definir com a alta cúpula da Renault substituir Nelsinho, o candidato natural para a vaga é Lucas. "Acredito que está entre o Nelsinho, eu e o Romain Grosjean (jovem suíço, quarto colocado na GP2)", diz Lucas. Bruno terminou o campeonato como vice-campeão e Lucas em terceiro. "Na pior das hipóteses, vou continuar como piloto de testes."Já Bruno deverá testar com a equipe Honda nos dias 17, 18 e 19 no Circuito da Catalunha, em Barcelona. Rubinho foi avisado que, se nenhum dos jovens demonstrar potencial para ser aproveitado como titular em 2009, então poderá continuar no time. Por isso ele também acompanha o ensaio. Bruno diz não ter certeza do teste. "Acredito que o farei, mas ainda não assinei nada, o pessoal da equipe aguarda o campeonato terminar para pensar nisso."Rubinho recomendou a Bruno não assinar com a Honda. "É legítima a preocupação dele ao argumentar que se trata de uma escuderia em reestruturação, mas por outro lado não há como negar que há o interesse dele nisso", diz Bruno. "Penso que na realidade seria uma ótima oportunidade, para mim, trabalhar numa organização em desenvolvimento, ao lado do Ross Brawn, que já teve Schumacher como piloto."Já os pilotos da Renault que forem anunciados logo depois do GP do Brasil serão os que vão testar em Barcelona. "Se não for o escolhido, penso que talvez eles mesmos vão me ajudar a ser titular em outra equipe", comenta Lucas. Há vagas em aberto na Toro Rosso, Force India e uma na Honda. Diante da notável evolução da Toro Rosso, até mesmo vencedora este ano, na Itália, com Sebastian Vettel, a concorrência na organização dirigida por Gerhard Berger é grande."Também posso testar pela Toro Rosso. Para ser titular eles exigem patrocínio", lembra Bruno. Ele sabe que a expectativa em torno da sua primeira experiência na F-1 será grande, afinal é o sobrinho de Ayrton Senna. "Eu só consigo conversar com as equipes para correr de Fórmula 1, porque tive um ano muito bom na GP2, bom desempenho, consistência, enfim, por méritos, e não por causa do sobrenome."Os testes deverão ser decisivos principalmente para Bruno, que nunca andou de Fórmula 1. Lucas já realizou alguns testes para a Renault. "Eles não vão querer saber apenas se sou rápido, mas se sei dar um bom retorno para os engenheiros, se sou capaz de desenvolver o carro. Eu me sinto preparado para o desafio", garante Bruno.

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