Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Bruno Fratus busca ouro nos 50m livre e quer liderar jovens nadadores pelo exemplo

Após medalha no Mundial de Gwanju, nadador agora quer levar o ouro na mesma prova nos Jogos Pan-Americanos

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2019 | 18h49

Bruno Fratus é o maior nome da natação brasileira na atualidade e atleta com chances de brigar pelo ouro na Olimpíada de Tóquio, em 2020. Nos Jogos Pan-Americanos, ele ajudou o revezamento 4 x 100m livre masculino a ganhar a medalha de ouro e hoje vai competir na prova que é sua especialidade, os 50m livre.

Na piscina, terá o cinco veze campeão olímpico Nathan Adrian, dos Estados Unidos, como grande rival. E sabe que em Lima a natação brasileira precisa ajudar o Time Brasil a subir degraus no quadro de medalhas. "A natação tem de ser o carro-chefe mesmo. Tem de chegar aqui, comparecer e varrer o máximo de medalha de ouro", avisou.

Ele não quer ser uma liderança forçada da delegacão nacional, que conta com muitos atletas jovens. Prefere ser referência pelo que faz dentro e fora da água. "Não gosto muito de me auto-intitular líder, chamar a responsabilidade para mim e falar eu sou o líder. Eu sou fã de liderar pelo exemplo", afirmou.

O nadador de 30 anos chega ao Pan como medalhista de prata nos 50m livre no Mundial de Gwanju, na Coreia do Sul, no mês passado. É o favorito para a disputa, mas não pode bobear porque na prova mais rápida da natação, qualquer vacilo pode ser fatal. Concentrado, ele está focado no seu desempenho, mas se coloca à disposição para ajudar o resto do grupo de atletas.

"É muito raro eu chegar e puxar alguém para conversar ou querer falar com alguém ativamente. Mas quem quiser seguir o exemplo, aprender, porque eu estou fazendo isso faz um bom tempo já, que venha junto que eu ensino com o maior prazer", avisou Fratus, que vai em busca do seu segundo ouro no Pan.

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Em setembro, o nadador foi submetido a uma cirurgia para corrigir uma ruptura parcial do tendão subescapular do ombro. Recuperado, voltou a nadar, mas dosou a carga de treino em cima do local. "Minha vontade é de trabalhar, porque no ano que vem com certeza vai ter muita gente ainda mais competitiva. Então tenho de trabalhar e me certificar de que meu momento vai ser o melhor de todos."

Ele sabe que a natação brasileira vem fazendo bonito no Pan, mas acho que o time pode render ainda mais. "Eu gosto de pensar que a gente está sempre abaixo da expectativa. Quando a natação brasileira vem para o Pan a obrigação é que a gente ganhe todas as provas, e algumas com dobradinha", disse.

Fratus lembra que o revezamento 4 x 100m livre é tradição o Brasil vencer no Pan e por isso não se deslumbra com o primeiro lugar com direito a recorde dos Jogos Pan-Americanos. "A gente não fez mais do que a nossa obrigação em ganhar esse revezamento com recorde. Seria inaceitável a gente perder essa prova", conclui o atleta.

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