C. Ronaldo e Messi dão show. Argentina vence

Astro português tem ótima atuação, mas não evita derrota de sua seleção por 2 a 1. Craque do Barça faz gol decisivo

, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2011 | 00h00

Não é por acaso que eles conquistaram o título de melhor do mundo nos três últimos anos. Cristiano Ronaldo, Bola de Ouro de 2008 e Messi, o atual bicampeão, mostraram ontem, em Genebra, na Suíça, que são mesmo os dois grandes astros do momento no mundo da bola. Em amistoso entre Argentina e Portugal, encerrado com triunfo argentino por 2 a 1, eles foram os destaque de seus países, armando com qualidade, dando passes com precisão e até marcando gols, no caso de Messi, o decisivo.

O público que lotou o estádio suíço - maioria lusa - foi presenteado com um belo confronto, corrido, disputado, daqueles que dão gosto de se ver e são cada vez mais raros hoje.

Era ataque perigoso de um lado e resposta na mesma moeda do outro. A Argentina começou melhor, graças a seu camisa 10. Primeiro numa cabeçada - até isso Messi agora faz -, com perigo, depois em duas assistências do meia do Barcelona, uma para Cambiasso, impedido, outra para Di Maria abrir o placar, e numa tabela na qual o jogador tentou toque sutil, mas acertou o peito do goleiro Eduardo.

Atrás no placar, os portugueses não se intimidaram. E a ordem era dar a bola para seu camisa 7, Cristiano Ronaldo. Em clássicos, o craque precisa aparecer, e o gajo não decepcionou. Pedalou, driblou em velocidade, cruzou e também foi para a área, aproveitar uma sobra para igualar o marcador.

Estavam tão inspirados que só foram parado pelos marcadores com faltas na primeira etapa. Numa delas, Messi até perdeu a paciência com Bruno Alves. Mas o espetáculo prevaleceu até o fim e só teve um protagonista - pelo fato de o treinador português ter substituído Ronaldo no meio da segunda etapa, logo após vê-lo dar passe lindo de gol para o atacante Hugo Almeida, que, sem goleiro, livre na pequena área, chutou para fora.

Sem o astro português em campo, Messi trouxe os holofotes para ele. E, no último minuto, após ter desperdiçado duas belas oportunidades, mostrou frieza para cobrar o pênalti e garantir, pelo segundo clássico seguido, um triunfo argentino. Ele já havia marcado na vitória por 1 a 0 sobre o Brasil, também no apagar das luzes, em novembro.

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