Caçulas podem dar título para o judô

São os caçulas da seleção brasileira de judô as grandes esperanças de medalha no Campeonato Mundial, de 26 a 29 de julho, em Munique, na Alemanha. O ligeiro João Derly e a meio-leve Fabiane Hukuda, ambos com 19 anos, são os atuais campeões mundiais júnior e podem quebrar um tabu: conquistar o único título que falta ao Brasil, o do Mundial Senior. Fabiane Hukuda tem motivos de sobra para estar empolgada. Além da mudança na administração da Confederação Brasileira de Judô e o novo patrocínio individual da Power Bar (um barra energética a ser lançada pela Nestlé), o título mundial júnior conquistado em outubro, na Tunísia, devolveu à judoca a alegria de competir. A desilusão por não participar da Olimpíada de Sydney foi superada. O Brasil perdeu a vaga, na última hora, para a Venezuela, no ranqueamento da Federação Internacional de Judô, na categoria até 52 quilos. "É fase da volta por cima." "Ela é uma atleta construída, guerreira", definiu o técnico da seleção Floriano de Almeida, que a tirou de Registro para levá-la, aos 14 anos, ao Projeto Futuro. Somente no ano passado transferiu-se da capital para o Vasco, que lhe deve oito salários. Nos mundiais da Colômbia (1998), ficou em segundo e, de Portugal (1996), em quinto. Apesar de novo, Derly é tão experiente quanto Fabiane. "Desde juvenil ganhava torneio adulto. É competidor e técnico", elogia o técnico da seleção Luiz Shinohara. "Não gosto muito de falar de chances ou favoritismo", desconversa o judoca, que começou no esporte em 1988, quando viu Aurélio Miguel comemorar o ouro olímpico em Seul. Segundo o diretor técnico da seleção, Ney Wilson, Derly (Sogipa) e Fabiane deverão ir para a Itália, na terça-feira, para competições preparatórias, com a ajuda das federações Gaúcha e do Rio de Janeiro. Antes, porém, Fabiane disputa o Carioca, no fim de semana.

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