Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Cafu vê Copa das Confederações como teste da seleção

Ex-jogador ainda criticou a demissão de Mano Menezes

JAMIL CHADE E LEONARDO MAIA, Agência Estado

16 de junho de 2013 | 12h49

RIO - Cafu foi o capitão da primeira "Família Scolari". E, como tal, ergueu o troféu da Copa do Mundo de 2002. O ex-lateral conhece bem Felipão e tem sua admiração. Mas, a julgar por suas palavras neste domingo, na entrevista diária que a Fifa organiza com a imprensa, ele deixou no ar uma insatisfação com a saída de Mano Menezes, no final de novembro, e a mudança no comando da seleção brasileira.

"O Mano vinha fazendo um ótimo trabalho na seleção. No momento em que escolheu o esquema certo e criou uma identidade para o time, tiraram ele e colocaram o Felipão", criticou Cafu, que atualmente é membro do comitê técnico da Fifa.

O ex-jogador também não soou muito empolgado com o que viu da seleção com Felipão até agora, ao ser abordado sobre uma possível evolução tática e técnica do Brasil com a troca de treinador. "Por enquanto, o Felipão está bem se você for analisar os resultados. Mas esta (a disputa da Copa das Confederações) será a melhor oportunidade (para avaliar o técnico). Uma competição oficial é o melhor momento para você pensar em mudanças", destacou o pentacampeão, que elogiou, porém, uma melhora no espírito do grupo sob o novo comando.

Cafu também gostou da escolha de Thiago Silva como capitão do time. Líder do elenco que foi pentacampeão mundial, o ex-lateral acha que o zagueiro do Paris Saint-Germain é capaz de fazer jus ao seu legado. "O Thiago é um baita de um capitão. Espero que ele possa repetir meu gesto (de erguer a taça). Ele tem um estilo muito tranquilo de exercer a liderança, sereno, e dessa maneira vai ter o grupo na mão. Nesse aspecto ele se parece comigo", comentou.

PRÉVIA DE 2014 - Cafu, o francês Gérard Houllier e o suíço Jean-Paul Brigger, também membros do comitê técnico da Fifa, debateram as possíveis mudanças táticas que esperam ver das seleções nesta edição Copa das Confederações. Para o trio, o torcedor terá uma mostra do que será apresentado na Copa do Mundo do ano que vem, também no Brasil.

Houllier, ex-técnico do Lyon e Liverpool, entre outras equipes, disse que verá um jogo mais cadenciado na Copa das Confederações, fruto do desgaste excessivo provocado pelo fim da temporada na Europa, pelas viagens e os poucos dias para descanso entre os jogos. "Você não vai ver os times fazendo uma marcação pressão o tempo todo. São jogos a cada três dias, com muitas viagens, o desgaste é muito grande", ponderou o francês.

Ele também destacou que espera ver cada vez mais e mais as equipes utilizando homens bem abertos pelas pontas, para criar espaço no campo de jogo. "Nisso os brasileiros sempre estiveram muito à frente. Sempre usaram os laterais como armas ofensivas, atacando o tempo todo, jogando como pontas. Vimos isso na vitória de ontem (sábado) do Brasil contra o Japão, com o Marcelo participando do primeiro gol e o Daniel Alves também atacando muito", avaliou Houllier.

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