Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Cai a invencibilidade corintiana

O goleiro estreante Renan toma gol da intermediária, time perde por 1 a 0 para Cruzeiro e ainda fica sem recorde de vitórias consecutivas no Nacional

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2011 | 00h00

Em um Pacaembu lotado, o líder Corinthians teve os estreantes Renan, Ramon e Emerson (como titular) em tarde infeliz e viu a invencibilidade de 10 jogos cair na derrota para o Cruzeiro por 1 a 0 - o único invicto na competição agora é o Flamengo.

Confiante após as sete vitórias seguidas, a torcida corintiana bateu o recorde de público do time neste Brasileiro (quase 38 mil).

Em campo, porém, a equipe de Tite sentiu falta de Liedson na área e até de Júlio César: no lance do gol cruzeirense, Renan foi surpreendido por chute da intermediária de Wallyson.

"O Cruzeiro achou um gol, aliás, um belo gol, e não conseguimos nos recuperar", minimizou o zagueiro Chicão.

Ramon, estreante no lugar de Fábio Santos, também decepcionou e ainda cometeu pênalti não marcado ao cortar um cruzamento com a mão.

Numa rodada em que vários rivais pelo título haviam tropeçado, o Corinthians perdeu a chance de abrir até 9 pontos na liderança e encerrou sua série de sete vitórias consecutivas.

Com isso, não conseguiu igualar o recorde do próprio Cruzeiro, que, na edição de 2003, obteve oito triunfos seguidos.

Apesar disso, o time segue com campanha admirável. Tem a melhor defesa (5 gols sofridos) e quase 85% de aproveitamento.

Mas, pela primeira vez, incluindo o ano passado, o Corinthians passou em branco no Brasileiro sob o comando de Tite.

"Somos líderes e temos de seguir trabalhando. É uma derrota que mais cedo ou mais tarde viria. Nosso time não é imbatível", disse Emerson, que se movimentou bastante, mas desperdiçou as melhores chances do time.

Sem criatividade. O Corinthians tomou a iniciativa nos primeiros minutos e criou suas melhores oportunidades. Emerson, após lindo passe de calcanhar de Ralf, chutou para fora e perdeu a chance de abrir o placar.

O Cruzeiro, porém, endureceu a marcação e conseguiu anular Jorge Henrique e Danilo, principais criadores de jogada do time de Tite. Emerson e Willian, à frente, pouco tocavam na bola.

O Cruzeiro sentiu a hesitação corintiana e se arriscou ao ataque. Com muita movimentação, os que mais davam trabalho à defesa alvinegra eram os meias Roger e Montillo - artilheiro da competição, com 6 gols.

Após o intervalo, o Corinthians voltou melhor, mas logo foi surpreendido. Aos 9, Wallyson arriscou da intermediária e pegou Renan mal posicionado.

O gol minou a confiança do Corinthians, que demorou a reagir. Sem criatividade, porém, não conseguiu pressionar o Cruzeiro, que poderia ter ampliado em pênalti não marcado.

Em lance com Vítor pela direita, Ramon abriu os braços e acabou cortando cruzamento, mas o juiz mandou a jogada seguir.

Observando a falta de ofensividade, Tite pôs Alex no lugar de Ramon e ganhou mais um armador. Ajudado pela expulsão de Gilberto, aos 30, o time aumentou a ofensividade e teve grande chance em chute de Ralf, no qual Fábio fez grande defesa.

A derrota foi inevitável, mas o líder deixou o gramado do Pacaembu sob aplausos da torcida.

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