Kenneth Morris/ WSL/ Divulgação
Kenneth Morris/ WSL/ Divulgação

Caio Ibelli, vencedor do WQS, quer seguir os campeões do surfe

Brasileiro comemora boa temporada e acesso à elite

Paulo Favero, enviado especial ao Havaí, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2015 | 07h00

Não é só Mineirinho que está festejando um título de surfe no Brasil. O paulista Caio Ibelli venceu o WQS, uma espécie de segunda divisão, e além da conquista, ele vibra com a possibilidade de disputar a elite no próximo ano. "É muito bom. A felicidade maior é por conseguir chegar à elite no ano que vem, mas terminar na primeira colocação no WQS aqui no Havaí é muito bom. Foi um ano muito legal para mim no Circuito de Qualificação e estou muito feliz por me classificar. Agora tenho de treinar bastante para o ano que vem", diz.

Para ele, o bom momento do esporte no País ajuda ao crescimento da modalidade. "A galera do Brasil tem conquistado espaço muito grande e agora vamos ter dez atletas na elite no ano que vem, é bastante gente entre os 32 surfistas. Isso abre portas. É um momento bom para o surfe, que está na mídia, na moda, fora isso tem altas ondas no Circuito Mundial, é bonito de ver e assistir, é um show de surfe."

Caio conta que o objetivo é começar bem as etapas na Austrália para ganhar ritmo. Ele pretende treinar forte para conseguir acompanhar o ritmo dos surfistas mais experientes. "Quem passa para a elite tem um nível muito alto, todos surfam muito bem, então é preciso estar preparado fisicamente e mentalmente. Eu vou me preparar bastante e preciso manter o foco", conta o atleta, que se espelha no havaiano Andy Irons, já falecido, e no australiano Mick Fanning.

Caio tomou gosto pelo surfe por causa do pai, um comerciante que pratica o esporte no tempo livre. Ele subiu pela primeira vez em cima de uma prancha quando tinha 3 anos, em Ubatuba. Só que a família morava na capital, o que tornava a brincadeira mais rara. "Quando tinha 8 anos, minha família se mudou para o Guarujá, onde eu conseguia treinar mais diariamente. Foi uma mudança bem grande que meu pai fez só para que eu pudesse treinar. É bom agora ver que a gente está colhendo os frutos que foram plantados há muito tempo", revela.

Aos 22 anos, o surfista que já foi campeão mundial júnior em 2012, na Austrália, sabe que as mudanças na vida deram certo e agora ele espera dar mais um grande passo para seguir o caminho de Gabriel Medina e Mineirinho. "Morei metade da minha vida na capital paulista, acho que foi superação chegar onde estou. Foi bem difícil por não morar na praia no começo. Estou feliz de ter dado certo este ano", concluiu o atleta, que namora a também surfista de elite havaiana Alessa Quizon.

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