Lionel Bonaventure/AFP
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Caio Souza erra no fim, perde medalha de bronze e fica em 13º no Mundial de ginástica artística

Atleta brasileiro sofre queda no cavalo com alças, último aparelho da disputa, e deixa escapar o pódio em Kitakyushu, no Japão

Redação, Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2021 | 09h41

O brasileiro Caio Souza ficou muito perto de fazer história e conseguiu uma medalha de bronze no Mundial de ginástica artística, que está sendo realizado na cidade de Kitakyushu, no Japão. Na final do individual geral, o ginasta esteve entre os três primeiros colocados até o sexto e último aparelho, mas uma queda no cavalo com alças o prejudicou. Assim, terminou a competição na 13.ª posição.

Caio Souza, que defende o Minas Tênis Clube, foi o 17.º colocado do individual geral nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. No Mundial, chegou a disputar diretamente a medalha de bronze com o ucraniano Illia Kovtun, 10.º na Olimpíada, mas acabou ultrapassado na última rotação. Sua pontuação final nesta sexta-feira foi de 82,665.

O ginasta brasileiro teve bom desempenho no salto (14,633 pontos), barras paralelas (14,566) e barra fixa (14,000). No entanto, cometeu dois erros: pisou fora da área de solo, tendo um desconto de 0,4 ponto, e sofreu uma queda no cavalo com alças, que gerou o desconto de um ponto inteiro.

A prova do cavalo com alças foi justamente o pior aparelho de Caio Souza, com 12,200 pontos. O brasileiro até teve um bom desempenho nas argolas com 13,966. Mas no solo a nota foi 13,300.

Quem venceu a competição foi o chinês Boheng Zhang, que ultrapassou o atual campeão olímpico, o japonês Daki Hashimoto, no último aparelho. Ironicamente a virada veio em um dos aparelhos mais fortes de Hashimoto: a barra fixa. Zhang ficou com 87,981 pontos e o japonês conquistou a prata com 87.964. O terceiro lugar foi de Illia Kovtun com 84,899.

O Mundial de ginástica artística não acabou para Caio Souza. O brasileiro ainda vai competir na final das barras paralelas neste domingo.

Rebeca Andrade busca fazer história

Quase três meses após brilhar na Olimpíada, Rebeca Andrade pode fazer história novamente no Japão. Além de buscar sua primeira medalha em Mundiais, em Kitakyushu, a ginasta pode se tornar a primeira atleta brasileira a subir ao pódio duas vezes numa mesma edição do evento, que só perde em importância para os Jogos Olímpicos.

O feito poderá ser obtido na madrugada deste sábado, a começar pela final do salto, às 4h45 (de Brasília). Ela avançara à decisão de sua principal prova na primeira colocação, com média de 14,800. Rebeca Andrade competirá com a confiança de quem foi campeã olímpica no salto na capital japonesa. "Na final, preciso estar tão concentrada como estive hoje", disse a ginasta, na terça-feira, após superar a fase classificatória.

Menos de duas horas depois de saltar na final, Rebeca Andrade também brigará por vaga no pódio nas barras assimétricas, a partir das 6h25. Mesmo sem ser favorita, ela obteve a melhor média na classificação, com 15,100. Se confirmar o bom momento na prova e também subir ao pódio nesta prova, fará história mais uma vez na ginástica brasileira, tornando-se a primeira a obter duas medalhas em um mesmo Mundial. "Se vier, vai ser incrível. Vou ficar muito feliz de colocar o meu nome na história mais uma vez", projetou a atleta de 22 anos.

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