Caiu! E agora?

A carta aberta dos candidatos à presidência do Palmeiras, confirmando o comitê de transição para montar o time de 2013, abre o caminho para a permanência de Gilson Kleina. Ele teve méritos e defeitos na sua curta gestão de 13 jogos.

Prancheta do PVC, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2012 | 02h02

O defeito: não ter ainda acalmado o elenco. A calma dos presidenciáveis de manter o técnico, em vez de iniciar o primeiro debate pelo substituto, contrasta com o nervosismo apresentado pelo Palmeiras em Volta Redonda. Vinte minutos de bom toque de bola, envolvendo o Flamengo, transformaram-se em nervos à flor da pele a partir de uma cabeçada de Maurício Ramos para Juninho. O lateral deu mole, perdeu para Hernane e o contra-ataque quase deu o primeiro gol ao Fla.

O mérito de Kleina de fazer a equipe sair da defesa com bola no chão e adiantar a marcação, pressionar o adversário, apareceu nos primeiros 20 minutos. Havia duas grandes oportunidades para o Palmeiras: 1) Maikon Leite em cima do fraco lateral Ramon; 2) viradas de jogo da direita para a esquerda pegariam Juninho desmarcado, porque Ibson jamais o acompanhava (veja ilustração).

Melhorou no segundo tempo, com Vinícius. Ou com Maikon Leite, com a chance de matar o jogo aos 35, justamente às costas de Ramon. Chutou fora. Seria a chance de terminar a campanha pelo menos fazendo seu papel. À parte os nervos à flor da pele e a falta de futebol, o destino foi cruel. Não vencer o jogo e sair de campo com a Série B anunciada, mas ainda com o ouvido no radinho para saber da Portuguesa... E por causa de um gol de... Vágner Love.

Que pelo menos fora de campo a reunião dos presidenciáveis ajude a dar passos certos a partir da montagem de um novo time, mais afeito às tradições do Palmeiras.

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