Caixa afirma que fez oferta de R$ 78 mil a Jade Barbosa

A Caixa Econômica Federal revelou ontem quanto ofereceu ao pai da ginasta Jade Barbosa, César Barbosa, para que sua filha fizesse peças publicitárias para a entidade. O banco informou, por meio de nota, ter proposto R$ 78 mil, pagos em 12 parcelas mensais.Esse total, de acordo com a CEF, teria por base o valor mensal da ajuda de custo, definida no Programa de Atletas de Alto Rendimento, que seria de R$ 6.500,00. As contrapartidas para seriam a gravação de até duas campanhas de fotos ou filmagens da atleta para o banco.A Caixa informou também que o retorno foi dado por Elisete Chagas, representante de Jade, que fez uma contraproposta de 12 parcelas de R$ 50 mil mensais para gravação de apenas uma campanha. A empresa, então, diz ter avaliado que o valor estava bem distante da expectativa e solicitou uma reunião para que as partes chegassem a um acordo. O banco, no entanto, alegou que Elisete Chagas não o procurou mais. "Eles falam, falam e não provam nada", rebateu ontem à noite o pai de Jade, que depois confirmou a veracidade da nota divulgada pela Caixa. César, no entanto, disse que tal caso em nada tem a ver com sua briga com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), patrocinada pelo banco. César explicou que recebeu duas propostas da CBG no início deste ano: uma para Jade integrar o time de alta performance da ginástica, em um valor de R$ 350, e outra para a participação em peças publicitárias, de acordo com o desempenho de cada atleta no ano passado. Ele afirmou que não assinou os dois contratos com a CBG, por entender que a quantia oferecida era muito baixa.César Barbosa só caiu em contradição ao dizer inúmeras vezes nos últimos dias que nunca havia sido procurado pela Caixa.Ontem, ele voltou atrás. Reafirmou que sua filha está sem contrato com a confederação e não recebe salário de R$ 350 mensais há seis meses.

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