Calor é o novo desafio da Volvo Race

Primeiro vieram o frio e os fortes ventos dos mares do Sul. Agora, o calor e a calmaria dos Trópicos são os principais desafios da flotilha da Regata Volvo Ocean Race, que larga neste sábado, às 11h30, na Marina da Glória, rumo a Miami, nos Estados Unidos. Depois de permanecerem por 19 dias no Rio, os oito veleiros se despedem do País e iniciam uma das etapas mais "misteriosas" da disputa ao redor do mundo. Se na última perna os velejadores enfrentaram os icebergs e mares revoltos do Cabo Horn, agora, a força física é deixada de lado para ceder lugar à tática. Nesses dois primeiros dias, a flotilha navega contra a correnteza e enfrenta os ventos inconstantes e não favoráveis. Apesar da experiência de quem já participou por sete vezes da regata e foi o último vencedor, o neozelandês Grant Dalton assegurou que sempre está em constante aprendizado. Para ele, a equipe que encontrar a melhor rota será a vencedora desta etapa. Grant Dalton terá um grande reforço para a 5ª perna, que é o retorno do tático Dee Smith, ausente da última etapa por ter se submetido a uma cirurgia no ombro. O velejador neozelandês é conhecido pelo estilo agressivo de competir. Já o capitão do Illbruck, o norte-americano John Kostecki, optou por não fazer modificações na equipe. O veleiro alemão é o líder da competição, com um total de 29 pontos e sete de vantagem para o segundo colocado, o Amer Sports One. "Só desejo que a tripulação continue saudável", disse Kostecki. "Teremos uma perna difícil e seremos perseguidos por todos, que querem nos tirar da liderança." Depois de amargar a desclassificação na última perna, quando teve o mastro quebrado por uma onda, durante a travessia do Cabo Horn, o capitão do SEB, o sueco Guinar Krantz, assegurou que todos os cuidados foram tomados para que o incidente não volte a ocorrer. Ainda abalado, ele disse acreditar que a equipe tem condições de vencer a regata. A experiência de Krantz, que já participou de três edições da competição (considerada a "Fórmula 1 dos mares?), é um dos trunfos do time para se livrar da incômoda penúltima posição. O capitão do veleiro Assa Abloy, Neal McDonald, também recorreu à experiência para assegurar o bom desempenho da equipe. Em seu veleiro está o esportista mais velho da Volvo Ocean Race: o sueco Magnus Olsson, de 53 anos.

Agencia Estado,

08 Março 2002 | 19h13

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