Câmeras para espionar os adversários

Delegação brasileira usa competição em Pequim para estudar rivais

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 00h00

A equipe de tae kwon do que vai representar o Brasil na Olimpíada de Pequim viajou ontem para a capital chinesa com uma arma extra: além da força dos punhos e pernas dos atletas, câmeras de vídeo. Márcio Wenceslau (-58 kg), Débora Nunes (-57 kg) e Natália Falavigna (+67 kg) participam do evento-teste da arena que será utilizada nos Jogos. Na competição, que começa dia 26, o trio pretende recolher todo o tipo de informações sobre os principais adversários que terão pela frente na luta pelo ouro olímpico. Será tudo feito no melhor estilo ?Big Brother?.Segundo Débora, estar no evento-teste é um privilégio. "Somente os melhores atletas foram convidados. Para nós, vai ser bom porque é uma das últimas oportunidades de encontrar todos os nossos adversários reunidos antes da Olimpíada??, conta a atleta. "A outra chance será no torneio de Hamburgo (Alemanha) na semana seguinte, que nós também disputaremos. Então, vai ser importante filmar tudo e depois usar o material para fazer um estudo sobre os adversários."No caso de Débora, no foco da ?espionagem? estarão as coreanas, americanas e chinesas. Wenceslau admite que o resultado no evento será secundário. "A gente não está pensando em medalhas. Se vier, será lucro. Estamos trabalhando para que o ápice da nossa condição física chegue em agosto e setembro, durante a Olimpíada." O lutador explica que o importante será conhecer a arena de competição - saber detalhes como onde é a área de aquecimento, o banheiro - para não ficar muito perdido na hora dos Jogos e, principalmente, estudar os adversários, para elaborar uma melhor estratégia de luta. "Na minha categoria tem um chinês e um iraniano muito fortes??, revela.Junto com os atletas, foram a Pequim o técnico-chefe da equipe, Pan Sun Chun, o coordenador Mauro Hidek e os técnicos Carlos Negrão e Fernando Madureira.

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