Cameron receita trabalho duro para ter sucesso olímpico

Para conseguir uma Olimpíada bem sucedida, é preciso trabalhar duro. Essa é a mensagem do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, ao final dos Jogos de Londres. O evento conseguiu superar as dúvidas quanto ao sistema de transporte, segurança e organização. "O Reino Unido entregou", resumiu em duas palavras. "As pessoas estão dizendo que esta foi a melhor Olimpíada já realizada."

DANIELA MILANESE, Agência Estado

12 de agosto de 2012 | 11h58

Cameron reconheceu que os desafios de realizar os Jogos numa metrópole como Londres eram enormes. "(O planejamento) não se resolve só com algumas reuniões, é preciso insistir em cada um deles", disse o primeiro-ministro em entrevista coletiva neste domingo em Downing Street, sua residência oficial. "É realmente necessário entregar a cada dia, na visão que você criou para os Jogos", recomendou Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres, em recado ao Comitê do Rio/2016.

Coe também destacou a importância de boas parcerias. Segundo ele, um dos motivos do sucesso dos Jogos londrinos é o relacionamento próximo com o governo. "Trabalhamos muito perto, no mesmo prédio da Autoridade Olímpica (do governo)", disse o dirigente, que lembrou que mantém relacionamento muito próximo à organização da Olimpíada do Rio, para garantir que uma edição seja sempre melhor que a outra.

Cameron apontou, ainda, que o evento revelou a importância do público para o funcionamento do sistema de transporte. Em Londres, os alertas sobre a possibilidade de caos afastaram as pessoas da cidade, o que acabou contribuindo para que os metrôs e os trens fluíssem bem.

Na avaliação do primeiro-ministro, esta foi a "Olimpíada do voluntariado", pelo papel animador das 70 mil pessoas escolhidas para trabalhar gratuitamente no evento. Os voluntários criaram um clima de alto astral e bom humor. "O mundo nunca viu nada assim", disse Cameron. "Os voluntários podem dizer que fizeram Londres/2012."

O próximo desafio para Londres, além da Paralimpíada que começa em 29 de agosto, é o legado dos Jogos num ambiente de crise econômica e austeridade fiscal. Há receios sobre o impacto dos cortes de gastos públicos sobre os esportes. "É preciso garantir que o impacto não seja apenas para o verão", disse Cameron. Para isso, o primeiro-ministro designou Sebastian Coe como embaixador do legado olímpico.

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