Caminho do Santos começa a ser trilhado

Possível adversário do Alvinegro na semifinal sairá do jogo de hoje entre Auckland e Kashiwa Reysol

RAPHAEL RAMOS , O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2011 | 03h06

Com os holofotes voltados para os favoritos Barcelona e Santos - ambos, inclusive, estão classificados por antecipação para as semifinais do torneio -, a bola começa a rolar hoje no Mundial de Clubes. O campeão japonês Kashiwa Reysol enfrenta o vencedor da Copa dos Campeões da Oceania, o neozelandês Auckland, às 8h45 (horário de Brasília), no Estádio Toyota.

Quem vencer hoje avança às quartas de final e encara no domingo o mexicano Monterrey, ganhador da última edição da Copa dos Campeões da Concacaf. É deste confronto que sai o adversário do Santos.

A chave do Barcelona é, teoricamente, mais fácil. O time espanhol espera na semifinal o vencedor de Al-Sadd (Catar) e Esperance (Tunísia), clubes de dois países sem tradição no futebol. O chaveamento foi definido em sorteio realizado pela Fifa no mês passado.

Apesar de o campeão japonês fazer a partida inaugural do Mundial, a expectativa está em torno das estreias de Barcelona e Santos, que só vão ocorrer na próxima semana. E os próprios jogadores do Kashiwa Reysol reconhecem isso. É o caso de Leandro Domingues, meia que comandou o time na campanha do título nacional e foi eleito na última segunda-feira o melhor jogador da temporada. "O clima está bastante agitado com o pessoal esperando para ver o Santos do Neymar e o Barcelona do Messi. Todo mundo está esperando uma final entre os dois. Eles são as estrelas do Mundial", afirmou ao Estado o ex-jogador de Cruzeiro, Vitória e Fluminense.

Leandro está no Japão desde o ano passado e é a principal peça da engrenagem montada pelo técnico Nelsinho Baptista, campeão brasileiro em 1990 no Corinthians e com passagens pelos principais clubes do País. Outro destaque da equipe é o ex-são-paulino Jorge Wagner.

Ciente da força dos adversários, o Kashiwa Reysol entra no Mundial como franco-atirador. "Na verdade, o nosso objetivo maior era o Campeonato Japonês", confessou Leandro. "Sabemos que é muito difícil, que o caminho é longo, mas vamos pensar jogo a jogo. O Auckland tem uma equipe de qualidade, bons jogadores, mas se marcarmos forte e não ficarmos só atrás, podemos surpreender."

Enfrentar o Santos, já estaria de ótimo tamanho para equipe, que até o ano passado disputava a Segunda Divisão do Campeonato Japonês. "A própria imprensa japonesa ficou surpresa com o título, tanto que quando fomos campeões alguns jornalistas pediram desculpas porque não esperavam que o Kashiwa iria chegar tão longe", disse Leandro.

Fundado em 2004, o Auckland pode ser considerado um "expert" em Mundial. O clube já está na sua terceira participação do torneio. Em 2006, caiu na estreia e ficou na lanterna. Três anos depois acabou na quinta colocação e agora espera alçar voos mais altos.

Prêmios. A Fifa vai distribuir US$ 16,5 milhões (R$ 29,5 milhões). O campeão embolsará US$ 5 milhões (R$ 8,9 milhões). O segundo colocado ficará com US$ 4 milhões (R$ 7,1 milhões) e o terceiro com US$ 2,5 milhões (R$ 4,4 milhões). Os US$ 5 milhões (R$ 8,9 milhões) restantes serão divididos, de acordo com a colocação, entre os quatro últimos. O Mundial será transmitido para 211 países.

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