Caminho duro separa o Brasil da Olimpíada

Seleção pegará a forte Grécia e o Líbano na 1.ª fase do pré-olímpico

Heleni Felippe, O Estadao de S.Paulo

01 de fevereiro de 2008 | 00h00

A seleção brasileira masculina de basquete conheceu, ontem, seus rivais no Pré-Olímpico Mundial de Atenas, Grécia, de 14 a 20 de julho. E tem consciência de que não será fácil ficar com uma das últimas três vagas em disputa para os Jogos de Pequim, em agosto. O novo técnico do Brasil, o espanhol Moncho Monsalve, ainda nem sabe quem serão os integrantes da comissão técnica e os jogadores que poderá chamar para defender a seleção, que caiu no Grupo A, com a Grécia - vice-campeã mundial, jogando em casa - e o Líbano. O basquete masculino do Brasil não vai à Olimpíada desde Atlanta, em 1996.O técnico Moncho Monsalve disse ao Estado que terá encontro, hoje e amanhã, em Madri, com o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Grego Bozikis, para discutir a composição da comissão, detalhes sobre convocação e programação da equipe. Neste mês, Moncho virá ao Brasil para ver jogos do Nacional e conversar com pessoas do basquete. "Já falei com o Lula Ferreira (ex-técnico), o Marcelinho Huertas (armador), mas ainda quero falar com o Marcelinho Machado (o ala trabalhou com Moncho), o técnico Hélio Rubens e Oscar Schmidt (que também atuou com o técnico)."O espanhol só lamentou ter apenas quatro semanas para treinar o grupo. "Vamos iniciar em 8 de junho. Antes, não podemos ter os atletas que vão estar nos playoffs da NBA ou da Europa." Moncho disse que o Brasil completo é competitivo e espera contar com todos - desde Leandrinho, Varejão e Nenê, da NBA, aos que estão na Europa ou no País. Moncho "quer o Brasil atuando como grupo" e garantiu que não vai tolerar "o tipo de coisa que aconteceu com o ala Marquinhos", que deixou Las Vegas, no Pré-Olímpico continental, e fez críticas aos colegas e ao técnico Lula Ferreira.Sobre o sorteio de ontem, na Grécia, acha que as forças estão bem divididas. O jogo-chave será o das quartas-de-final, em que o Brasil deve cruzar com Alemanha ou Nova Zelândia. Antes, porém, precisará passar pela primeira fase. Moncho afirma que a seleção tem de ganhar do Líbano e da Grécia. "Se não fosse para vencer o Líbano, nem deveríamos sair de casa (embora os libaneses tenham ficado à frente do Brasil no Mundial). E temos de pensar em vencer os gregos, apesar da ótima seleção que eles têm." Para Moncho, quatro times são os favoritos. "Brasil, Grécia, Croácia e Eslovênia têm boas chances."

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