Kacper Pampel/Reuters
Kacper Pampel/Reuters

Campeã de tudo, Espanha ainda convive com críticas

Jogadores se irritam com comentários sobre falta de ambição ofensiva do time e garantem que não vão mudar forma de atuar

O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2012 | 03h09

UCRÂNIA, Donetsk - Atual campeã mundial e da Eurocopa, a semifinalista Espanha ainda assim é criticada. Sempre com maior posse de bola que seus adversários e vencendo com relativa facilidade, o time, por mais incrível que possa parecer, é acusado de ter pouca ambição ofensiva.

O assunto evidentemente irrita os jogadores espanhóis, como demonstrou o experiente meia Xabi Alonso, de 30 anos. "Se o aborrece (a forma de o time jogar), é sua opinião", disse a um jornalista durante a entrevista coletiva desta segunda-feira."Confiamos no nosso futebol e, por mais que digam o contrário, não vamos mudar. E estou muito seguro de que nossos torcedores estão desfrutando de nossas apresentações. Sem contar que estamos enfrentando equipes boas, que valorizam nossas vitórias."

Exatamente por confiar tanto em seu estilo de jogo, a Espanha não deve mudar nem mesmo diante do craque português Cristiano Ronaldo, amanhã. "Nós sempre temos a mesma ideia de jogo, independentemente do rival. Devemos ter alguém o mais perto possível dele. É a melhor maneira de parar qualquer grande jogador", explicou Xabi Alonso.

O mesmo respeito que os espanhóis têm por Cristiano Ronaldo, todo time português, assim como os demais adversários, tem pela Espanha. "É verdade que há muito respeito de todos os rivais. E isso é normal, porque somos os atuais campeões da Eurocopa e do Mundial", admite o zagueiro Piqué. "Isso também facilita para que tenhamos mais posse de bola, como gostamos."

Preocupado apenas em ficar longe das polêmicas e seguir jogando o bom futebol que apresentou até aqui - é um dos artilheiros da Eurocopa ao lado do alemão Mario Gomez e do croata Mandzukic com 3 gols - o português Cristiano Ronaldo garantiu que não sente nenhuma ansiedade por fazer um jogo com tamanha responsabilidade diante da forte Espanha.

"Esses duelos fazem parte da minha vida. Estou há dez anos jogando em clubes e seleções, e tenho de estar acostumado com isso. Responsabilidade sim, pressão não. É bonito Portugal poder alcançar outra final oito anos depois (decidiu a Euro de 2004 contra a Grécia, em Portugal, e perdeu). Será difícil, porém, estamos a um passo."

ALEMANHA X ITÁLIA

O técnico italiano Cesare Prandelli lamentou ontem que sua equipe disponha de dois dias a menos de descanso do que a Alemanha para a partida de quinta-feira, pela semifinal - os alemães bateram os gregos na sexta-feira, enquanto os italianos passaram pelos ingleses, após 120 minutos de jogo, no domingo. "A Uefa deveria rever esse calendário da competição."

Já os alemães estão preocupados apenas em recuperar o meia Schweinsteiger com lesão no tornozelo. Nos últimos dias ele fez tratamento intensivo.

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