Juan Karita/AP
Juan Karita/AP

Campeã no Pan, Duda Amorim vai em busca do ouro olímpico antes da aposentadoria

Um dos principais nomes do handebol mundial planeja deixar a modalidade em 2021

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 15h21

Duda Amorim é o grande nome do Brasil no handebol. Atleta que é considerada uma das melhores do mundo há alguns anos liderou a seleção feminina na conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos, o sexto seguido da equipe, que também carimbou seu passaporte para a Olimpíada de Tóquio. Nesta entrevista ao Estado, ela revela a emoção da conquista e avisa que vai se aposentar em 2021, mas antes quer brigar pela única conquista que falta em sua carreira: o ouro olímpico.

No Pan de 2015, em Toronto, você estava retornando de lesão e não disputou a competição. Agora em Lima conquistou seu terceiro ouro no torneio. Qual a sensação?

É bom estar de volta, é bom estar aqui. Eu sempre quero dar um resultado expressivo para o Brasil, e acho importante que eu esteja aqui para a gente fazer um bom trabalho no Mundial, para a gente entrosar cada vez mais. É um campeonato que a gente conseguiu pegar muita confiança para chegar melhor no Mundial, então estou muito feliz por estar de volta.

Como é ser uma das pontes dessa seleção entre a geração passada e a nova?

É um processo muito natural para a gente. No início do ciclo as atletas que estão há mais tempo precisam ter um pouquinho mais de paciência até que as outras tenham essa confiança e se soltem. Eu acredito que nesse campeonato elas mostraram muito bem isso. Elas mostram respeito para as atletas que possuem mais liderança e elas também se soltam quando a gente dá o suporte para elas. Isso é importante, é preciso ter rotatividade no time, ainda mais para um campeonato como o Mundial, que será bem longo.

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Você também teve momentos de tietagem das adversárias aqui no Pan. Está em um momento da carreira que se tornou ídolo de muita gente. Como lida com isso?

É natural, não é uma coisa muito forçada. Acho que tem muita gente que acompanha minha carreira também no clube, é muito bom ser uma referência, um ícone. O fato de eu ter bastante resultados positivos e ter crescido muito na minha carreira faz com que mais atletas comecem a jogar e admirar. É muito legal receber esse carinho, como as meninas do Canadá, que vieram tirar fotos comigo.

Foi seu último Pan?

A princípio, todo mundo fala que é muito difícil parar. Estou plnejando isso para daqui a dois anos. Então vamos ver se vou conseguir. Tenho mais um ano que quero estar com a seleção, quero parar depois da Olimpíada de Tóquio, e depois tenho mais um ano com meu clube. Vou estar com 34 anos, pretendo ter filhos, criar família, fiquei muito tempo em alto nível, vamos ver se consigo mesmo parar. É difícil, mas vamos tentar.

Você já ganhou o Mundial, o Pan, mas para ser campeã de tudo falta uma conquista...

A medalha olímpica. Por isso que estou tentando inspirar as meninas de alguma maneira, para elas pensarem grande. Quando a gente ganhou o Mundial precerbemos a grandeza de um resultado desses tanto para o individual quanto para a seleção. Todas atletas depois do Mundial conseguiram contratos melhores, a gente conseguir facilitar a vinda de outras brasileiras para a Europa, então teve muita coisa positiva. A gente tenta mostrar para elas que trabalhando e se sacrificando um pouquinho mais a gente pode chegar lá também.

 

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