Poliana Okimoto exalta redenção, e Ana Marcela vê País 'na ponta'

Brasileiras conquistaram ouro e prata inéditos na prova de 10km da maratona aquática do Mundial

AE, Agência Estado

23 de julho de 2013 | 11h25

BARCELONA - Depois de conquistarem uma histórica dobradinha para o Brasil na prova da maratona aquática de 10km do Mundial de Esportes Aquáticos, nesta terça-feira, em Barcelona, Poliana Okimoto, medalha de ouro, e Ana Marcela Cunha (prata) comemoraram de forma efusiva e emocionada o feito, que foi o segundo de expressão da dupla nesta edição da competição. No último sábado, Poliana já havia sido segundo colocada na maratona de 5km do evento, enquanto sua compatriota ficou com o bronze ao fechar esta disputa anterior em terceiro lugar.

Após o triunfo desta terça, Poliana lembrou que as decepções vividas no ano passado, entre elas principalmente a desistência da maratona aquática de 10km dos Jogos Olímpicos de Londres após sofrer com hipotermia durante a prova, quase provocaram a sua aposentadoria. E, agora, ela reconhece que esta medalha de ouro é uma verdadeira redenção para a sua carreira.

"Foi horrível o que aconteceu lá (em Londres), mas vale muito a pena quando a gente consegue o objetivo, vale muito a pena cada esforço. Cair na água fria, a gente se esforça, é muito suor, está valendo muito a pena", disse Poliana, em entrevista ao SporTV, para depois lembrar que não foi deixada em segundo plano após o fracasso na capital inglesa e de outras decepções vividas na temporada passada.

"Tenho que agradecer muito aos meus patrocinadores, ao Minas Tênis Clube.... A CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) acreditou muito no meu trabalho, e me apoiou mesmo depois de um ano ruim para mim, então tenho que agradecer todo mundo que está me ajudando", ressaltou Poliana.

Ana Marcela, por sua vez, lembrou que a sua compatriota conseguiu superar o trauma do ano passado nos Jogos de Londres, onde chegou a desmaiar depois de ser resgatada na prova na qual sofreu com um quadro de hipotermia. Na ocasião, Poliana recebeu um cobertor para se proteger do frio e deixou o local em uma cadeira de rodas.

"Estou muito feliz, acho que cada lágrima da Poli representa tudo que a gente tem feito. Ela não nadou tão bem a Olimpíada, mas deu a volta por cima. Mostra que o Brasil está fazendo um trabalho muito bom. Chegar hoje aqui com a medalha de prata é muito bom", comemorou a nadadora, para depois enfatizar: "Cada lágrima dela e minha é o sacrifício que a gente tem. Na prova dos 5km saí (larguei) mais de boa, não sabia como seria a prova antes de ganhar o bronze, e agora caí na prova de 10km confiando muito mais em mim... Não tem o que falar, o Brasil está na ponta hoje, nós somos os melhores".

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