Campeões, mas ilustres desconhecidos

Quenianos James Kwambai e Alice Timbilili, vencedores da tradicional prova de rua de São Paulo, passaram despercebidos ontem no aeroporto

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h00

Principais candidatos a vencer a corrida de São Silvestre neste domingo, o atual bicampeão James Kwambai e Alice Timbilili, vencedora da prova em 2007, desembarcaram ontem em São Paulo sem alarde. Desconhecidos do grande público, os dois atletas quenianos ainda tiveram de esperar por quase 1 hora no aeroporto de Cumbica até que alguém da organização da prova os recepcionasse, após 14 horas de voo desde Doha, no Catar.

A cena no fim de tarde ontem em Guarulhos era, no mínimo, curiosa. Por volta das 19 horas, Kwambai e Timbilili pareciam perdidos no desembarque e tiveram de sentar-se sobre suas bagagens para esperar. Pediram a ajuda da reportagem do Estado para avisar por telefone ao técnico brasileiro Moacir Marconi, o Coquinho, que haviam chegado. Sorridente, Kwambai levou na esportiva. "Deve ter sido o atraso de uma hora na chegada."

Perto das 20h, enfim, os dois conseguiram a carona para o hotel. "Tinha mais um grupo de atletas chegando no outro terminal. A Marily dos Santos (brasileira, 3ª colocada no ano passado), os colombianos, entre outros", explicou Luis Leite, responsável pela parte de transporte da organização da prova. Hoje, por volta das 10 horas, os dois quenianos participam de uma sessão de treinos no Ibirapuera.

Invictos no Brasil. Se depender do retrospecto, James Kwambai e Alice Timbilili, ambos de 27 anos, devem dar pouca chance aos rivais no domingo. Os dois têm 100% de aproveitamento na prova brasileira. Eles afirmam, no entanto, que não conseguiram fazer uma boa preparação. "Por causa do Natal, diminuí o ritmo e não consegui me preparar tão bem", diz Timbilili.

Kwambai também reconhece que teve pouco tempo. "Quase não deu tempo para treinar, tive apenas três semanas desde a Maratona de Nova York (chegou em 5º). Não é suficiente, mas ocorreu o mesmo no ano passado", diz ele. "Me sinto em casa aqui, estou muito feliz de voltar. O Brasil me traz sorte". Para o queniano, a previsão de um tempo ameno no dia da prova é outro bom sinal. "Não sei nada sobre o clima, mas é melhor sem tanto calor."

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