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Campeões olímpicos na frente em regata

Torben Grael acha que, pelas características de seu barco, o Magia 4, e as condições do tempo, está longe de ser o favorito da Regata Santos-Rio. Mas foi dele a melhor largada nesta sexta-feira, quando 37 barcos e 200 velejadores iniciaram a 54ª versão dessa prova que é a mais tradicional em vela oceânica no Brasil. O Magia 4 é um dos menores veleiros da competição e surpreendeu ao entrar no melhor vendo, superando embarcações maiores. Mas logo depois a supremacia do Neptunus Express, a melhor adaptada a esse tipo de prova, tomou a dianteira. "Imagino que vamos encontrar as piores condições possíveis, pois a previsão é de contra-vento forte, com bastante onda e o meu barco, por ser o menor da regata, não é o ideal para essas condições", disse Grael. Ele comenta que velejar nessas circunstâncias "é superdesconfortável, o barco fica igual a uma cabrita de tanto que pula, mas isso faz parte".Medalhista na Olimpíada de Atenas, ele destacou que a Santos-Rio é a regata de vela oceânica mais tradicional no país. "É uma prova sempre difícil, com ventos fracos, mudança de direção, correntes, com muitas variáveis, e faz parte do Circuito Rio, que é muito também é muito tradicional". Ele perdeu as contas de quantas Santos-Rio já disputou, mas a sua primeira foi em 1978, tendo conquistado alguns títulos.Outros dois velejadores que participaram da olimpíada, Marcelo Ferreira (medalhista) e André Fonseca, fazem parte da tripulação do Magia 4. Um dos barcos favoritos é o Phoenix, comandado por Gastão Brum. É um dos maiores da competição e, segundo Brum, pode ser favorecido pelas condições de vento e do mar em relação aos demais concorrentes. Já o Neptunus Express, sob o comando de André Mirsky, tem o favoritismo de ser o faixa azul, a primeira embarcação a cruzar a linha de chega, independente de ser campeão ou não.O Saudade é o único barco comandado por uma mulher, Valéria Ravani, e tem outras três tripulantes do sexo feminino e cinco homens. Ela começou a velejar em 95, quando terminou um namoro "e precisava me entreter o tempo todo". E não parou mais. Já foi a Antártida, participou de outras duas Santos-Rio e desta vez ela e os demais componentes da equipe alugaram um barco maior, com mais condições de realizar uma prova melhor.Além de Valéria e das outras três tripulantes, outras mulheres participam da regata. "É uma modalidade machista", admite, mas não vê problemas em velejar. "Não é preciso só ter força e as atividades mais pesadas são feitas por duas mulheres, ao invés de uma", comentou.A equipe do Saudade quer fazer uma bonita prova, mas sem a preocupação de ser a campeã. "Velejamos com muita garra, segurança e alegria porque, se não for para se divertir, não tem graça". Além do barco maior, ela conta com uma tripulação bem experiente.Para o diretor de Velas do Iate Clube de Santos, Odoardo Lantieri, a Santos-Rio deste ano representa um desafio a mais para os velejadores e vai exigir muita tática para vencer a prova que será disputada com vento contra (Nordeste) e mar com muita onda. "Os navegadores têm de achar o limite do barco, de acordo com as dimensões e as condições principalmente de vento", comentou.

Agencia Estado,

22 de outubro de 2004 | 19h21

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