Campeões vivem dia de troféus e festas

São Paulo domina premiação da CBF: Hernanes é o craque. Muricy, o técnico

Anelso Paixão e Bruno Lousada, O Estadao de S.Paulo

09 de dezembro de 2008 | 00h00

O São Paulo viveu ontem um dia de homenagens, de troféus e de consagração. Depois de uma madrugada festiva, em que os jogadores comemoraram a conquista do título brasileiro até o sol raiar, pela manhã começaram os compromissos, mas todos recheados de condescendência aos campeões. Ao meio-dia, os jogadores do São Paulo participaram da tradicional entrega da Bola de Prata, numa premiação da revista Placar, com apoio da ESPN e da rádio Eldorado. O goleiro Rogério Ceni, os zagueiros André Dias e Miranda, o volante Hernanes e o atacante Borges foram premiados com a Bola de Prata. Rogério ainda recebeu a Bola de Ouro como melhor jogador da competição. "Estou realizando um sonho de criança. Me lembro de pegar a revista e ficar sonhando que um dia eu poderia estar ali, recebendo o prêmio", contou.À noite, na premiação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio, a delegação tricolor recebeu a taça do Brasileiro. Rogério, o capitão da equipe, seus companheiros e dirigentes levantaram o símbolo da conquista do hexa e posaram para fotos.Os são-paulinos - nem poderia ser diferente - dominaram a lista dos melhores. Muricy Ramalho foi eleito o melhor treinador, à frente do palmeirense Vanderlei Luxemburgo, o segundo, e do gremista Celso Roth, o terceiro. Hernanes fechou a festa como craque da competição, merecidamente. A revelação não foi para o Morumbi. O atacante Keirrison, do Coritiba, levou a melhor sobre o volante tricolor Jean.A seleção do Brasileiro foi bem dividida, sem supremacia de uma equipe. São Paulo (Miranda e Hernanes), Palmeiras (Diego Souza e Alex Mineiro) e Flamengo (Léo Moura e Juan)tiveram dois jogadores cada no time da temporada. O Grêmio, vice-campeão, foi representado apenas pelo goleiro Victor. O Cruzeiro, terceiro colocado, contou com a presença do ótimo volante Ramires.SOLIDARIEDADE A TARDELLILeonardo Gaciba foi, pela quarta vez seguida, escolhido o melhor árbitro do Nacional. Mas quem roubou a cena foi o experiente Carlos Eugênio Símon. O juiz gaúcho quebrou o protocolo, pediu a palavra e discursou diante da platéia. O motivo? Solidarizar-se com Wagner Tardelli, retirado do jogo entre Goiás e São Paulo um dia antes da partida. "Gostaria de ser solidário com o companheiro Wagner Tardelli. Nossa arbitragem é séria e competente."A festa contou ainda com a presença de Mário Jorge Lobo Zagallo e Pelé, entre outras personalidades do futebol. OS MELHORES - CBFCraque: Hernanes, volante do São PauloTécnico: Muricy Ramalho, do São PauloRevelação: Keirrison, atacante do CoritibaCraque da torcida: Thiago Silva, zagueiro do Fluminense A seleção do campeonato:Victor (Grêmio); Léo Moura (Flamengo), Thiago Silva (Fluminense), Miranda (São Paulo) e Juan (Flamengo); Hernanes (São Paulo), Ramires (Cruzeiro),Diego Souza (Palmeiras) e Alex (Internacional); Kléber Pereira (Santos) e Alex Mineiro (Palmeiras)Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)

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