Marko Djurica/Reuters
Marko Djurica/Reuters

Campeonato Francês não encontra empresas interessadas em transmitir suas partidas

Nem mesmo as estrelas do Paris Saint-Germain, Neymar e Mbappé, são capazes de ajudar nesta tarefa

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2021 | 12h00

Nem mesmo as estrelas do Paris Saint-Germain foram suficientes para atrair empresas interessadas em transmitir a Ligue 1, a primeira divisão do Campeonato Francês. Nenhuma operadora de televisão fez qualquer oferta pelos direitos da competição, o que ameaça agravar a crise econômica dos clubes causada pela pandemia.

A Liga Profissional de Futebol (LFP) já teve de abrir uma licitação urgente no dia 19 de janeiro, depois que em dezembro a empresa Mediapro, que havia adquirido os direitos de transmissão de 80% dos jogos da Ligue 1 e da Ligue 2, renunciou ao contrato por não conseguir pagar o valor acordado de 1,2 bilhão de euros por ano, em um acordo que garantiu aos clubes franceses receitas semelhantes às dos restantes dos principais campeonatos europeus. Chegou a ser criado um canal encarregado de transmitir as partidas, mas em outubro o canal tinha 600 mil clientes, longe dos 3,5 milhões calculados para garantir a viabilidade do projeto.

Outra má notícia para o futebol local foi que as duas tradicionais emissoras do Campeonato Francês dos últimos anos, Canal + e beIN Sports, decidiram não apresentar propostas. O Canal + tem o pacote restante de 20% dos direitos, mas ameaça romper o acordo, sob a justificativa que o valor está “sobrevalorizado” em relação ao dinheiro que concordou em pagar em 2018.

A gigante Amazon, a plataforma DAZN ou o grupo Discovery apresentaram ofertas,  mas não convenceram os dirigentes do futebol francês, que agora podiam negociar diretamente com uma dessas empresas. Agora, os responsáveis pelo futebol francês terão de encontrar uma solução rapidamente, pois os clubes profissionais já estão à beira do abismo com a perda de receitas devido à pandemia covid-19.

Um novo passo em falso pode ser fatal.

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