Campo olímpico de golfe de Tóquio-2020 cede a pressão e admite mulheres

Após meses de polêmica, o Kasumigaseki Country Club, escolhido para sediar as competições de golfe dos Jogos Olímpicos de Tóquio, enfim mudou seu estatuto para permitir sócias mulheres. O clube vinha sendo pressionado, ameaçado inclusive de ser descartado como instalação olímpica.

Estadao Conteudo

20 de março de 2017 | 11h14


O governo de Tóquio, a federação internacional de golfe, o comitê organizador e o Comitê Olímpico Internacional (COI) já vinham cobrando mudanças, mas na sexta-feira o presidente do COI, Thomas Bach, deu um ultimato. "Se a igualdade de gêneros não for respeitada, a gente vai começar a olhar por outras sedes que nos assegurem não descriminação", disse.


O ultimato deu resultado e nesta segunda-feira o comitê executivo do clube finalmente alterou seu estatuto. "Gostaria de demonstrar minha gratidão aos membros do clube pelo entendimento e cooperação", disse Yoshiro Mori, presidente do comitê organizador.


Fundado em 1929, o Kasumigaseki é um dos mais antigos e prestigiados clubes privados de golfe do Japão. Até esta segunda-feira, mulheres não podiam ser sócias nem jogar aos domingos, dia de maior movimento. Em outros clubes, a misoginia é ainda maior e elas sequer podem frequentá-los.


O problema é mundial. No ano passado, em Edimburgo, na Escócia, os sócios rejeitaram a permissão para mulheres se associarem Muirfield Golf Club. Como consequência, o local não pode mais receber o Open Championship, um dos quatro eventos Major do golfe.

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