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Candidato à presidência da IAAF, Sergei Bubka apresenta propostas

Ucraniano promete combater doping e valorizar atletismo no COI

Estadão Conteúdo

08 de abril de 2015 | 14h33

Sergei Bubka lançou nesta quarta-feira a plataforma de campanha da sua tentativa de ser eleito o presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), prometendo que vai lutar contra o doping, encontrar mais grandes patrocinadores e trazer a tecnologia ao esporte para atrair espectadores, principalmente os jovens.

O ucraniano, um dos principais nomes da história do salto com vara, disse que, se eleito, vai contratar um diretor executivo, criar uma comissão de especialistas em marketing e trabalhar com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para proteger o atletismo como o principal esporte olímpico.

Bubka, de 51 anos, foi campeão olímpico do salto com vara e quebrou 35 recordes mundiais. Ele vai enfrentar o britânico Sebastian Coe, ex-atleta de provas de meia-distância, na eleição que definirá o sucesso de Lamine Diack no comando da IAAF.

Diack está deixando o cargo que ocupa desde 1999. Bubka e Coe são os dois vice-presidentes da IAAF. A eleição será realizada no dia 18 de agosto no congresso da entidade em Pequim, às vésperas do Mundial de Atletismo.

Nesta quarta, Bubka divulgou seu programa eleitoral de 29 páginas chamado "Visão 2025", que ele disse representar "a avaliação mais completa já feita em todos os aspectos do atletismo em todo o mundo".

Para especialistas, o programa de Bubka não é revolucionário e, em alguns casos, reflete as ideias de Coe, que lançou seus planos em dezembro. Ambos dizem que se envolver com a juventude é uma prioridade fundamental para o esporte, que tem lutado para atrair jovens espectadores.

Além de desenvolver o atletismo nas escolas, Bubka propôs uma maior utilização da tecnologia digital para melhorar a experiência do espectador nos estádios. Ele também citou a necessidade de novas competições e formatos, incluindo eventos regionais, mistos e de rua. Bubka disse que a IAAF deve estudar também o formato do Mundial, inclusive se a sua programação tradicional de nove dias deve ser abreviada ou alongada.

A campanha presidencial acontece em um cenário de escândalos de doping, incluindo acusações envolvendo a Rússia e o Quênia. "O que nós precisamos alcançar é a convicção dos atletas de que a disputa limpa é a única opção para o futuro do nosso esporte", disse Bubka em seu manifesto. "Doping é uma grande ameaça para o esporte que todos nós amamos e devemos entrar nesta batalha para garantir que nosso esporte tenha um futuro limpo".

Perguntado se a IAAF deveria suspender a Rússia ou outras federações nacionais com um elevado número de casos de doping, Bubka disse que esse era uma questão que requer "estudo muito profundo".

Bubka, que faz parte do Comitê Executivo do COI, prometeu que vai usar sua experiência e influência para defender o status do atletismo. "O esporte olímpico número 1 é o atletismo", disse. "A nossa posição é muito forte".

O COI aprovou recentemente uma nova política sobre o programa de esportes olímpicos, tornando-o mais flexível e permitindo a entrada de novos eventos. Questionado se a IAAF pode ter que cortar algumas competições, Bubka manteve-se firme.

"Eu considero que temos um programa universal", disse. "Devemos manter nossos eventos no programa olímpico. Eu acredito que, em colaboração com o COI, a gente sempre vai proteger a posição e o papel do nosso esporte".

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