Stefan Heunis/AFP
Stefan Heunis/AFP

Cansaço e tensão marcam 1º dia de Pistorius na cadeia

Atleta se junta a oito outros detentos com deficiência e estará sob observações de rotina de 24 horas com duas enfermeiras de plantão

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2014 | 10h52

Oscar Pistorius passou sua primeira noite em uma cela individual na ala hospitalar de uma prisão em Pretória, disse uma oficial. O atleta paralímpico parecia confuso e cansado quando entrou nas dependências da Kgosi Mampuru II, também conhecida como prisão central de Pretória, disse a comissária Zebilon Monama.

Ela afirmou que Pistorius estava tenso quando os guardas tomaram suas impressões digitais e o capelão da prisão se encontrou com ele logo depois da sua prisão ser registrada. "Depois que viu o capelão, nosso psicólogo foi vê-lo apenas para tentar falar com ele", disse Zebilon.

Pistorius realizou um exame médico antes de ser trancado em sua cela, em um ala separada da prisão onde o atleta paralímpico se juntou a oito outros detentos com deficiência e estará sob observações de rotina de 24 horas com duas enfermeiras de plantão.

"Agora a seção hospitalar do centro acomoda dois infratores com próteses de pernas, dois criminosos cegos e cinco infratores em cadeiras de rodas. Nove no total", disse o porta-voz de serviços prisionais Manelisi Wolela.

Pistorius foi condenado a cinco anos de prisão na última terça-feira depois que foi considerado culpado por homicídio culposo da sua namorada Reeva Steenkamp nas primeiras horas do dia 14 de fevereiro de 2013. Ao longo de seu julgamento, ele afirmou que a confundiu com um intruso quando atirou através da porta do banheiro. Além disso, a argumentação da defesa declarou que a deficiência física do medalhista paralímpico o tornou particularmente paranoico.

Com a pena de cinco anos, Pistorius é obrigado a cumprir no mínimo dez meses de prisão na cadeia antes de ter a possibilidade ser liberado para o regime domiciliar. Durante a audiência de condenação, funcionários da prisão garantiram ao tribunal que o atleta, que sofre de depressão, terá acesso ao seu terapeuta e médico se necessário.

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