Cansados, Neymar e Ganso são esperança

Jogadores chegaram da seleção e mal tiveram tempo de descansar antes de seguir para Goiânia, [br]onde encaram Atlético-GO

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2011 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO / SANTOS

Neymar e Paulo Henrique Ganso chegaram cansados da Alemanha ontem cedo, repousaram poucas horas e, à tarde, juntaram-se aos companheiros no Aeroporto de Congonhas para embarcar para Goiânia.

Hoje, às 18h30, os dois entram em campo no estádio Serra Dourada com a missão de reconduzir o Santos ao seu verdadeiro futebol, passados pouco menos de dois meses da conquista da Copa Libertadores da América. O Atlético-GO, com 13 pontos ganhos em 45 disputados, está entre os piores do Campeonato Brasileiro, e só preocupa porque os bicampeões paulistas ainda não sabem o que é vencer fora de São Paulo na competição.

Se ganhar, o Santos se afastará um pouco mais da zona de perigo. Em caso de derrota, troca de posição com o adversário, voltando para o grupo da morte.

O desgaste de Neymar e Ganso é apenas um dos muitos problemas do técnico Muricy Ramalho para armar um Santos capaz de mostrar força, se impor como verdadeiro campeão e de manter viva a esperança de ganhar o Campeonato Brasileiro.

Edu Dracena e Elano receberam o terceiro amarelo no empate por 0 a 0 com o Corinthians, na quarta-feira, e já eram desfalques certos. Antes do treino de ontem cedo, no CT Rei Pelé, mais uma notícia ruim. O treinador foi avisado pelos médicos que Ibson, recém-contratado pelo clube, sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda e também está fora.

Alguns jogadores procuram demonstrar otimismo, mas o ambiente é de instabilidade em razão dos maus resultados, dos seguidos desfalques e do fraco desempenho dos reforços repatriados.

Com as perdas, Muricy confirmou a escalação de Bruno Rodrigo ao lado de Durval na zaga e de Adriano para completar o quadrado do meio de campo com Arouca, Henrique e Paulo Henrique Ganso. Na frente, a dupla Neymar e Borges é a esperança de fazer a diferença.

Sem bom humor. Incomodado com as cobranças, Muricy se irrita até diante de perguntas corriqueiras. "Estamos no Brasil. Se estivéssemos na Inglaterra, Itália ..., mas no Brasil é assim. Tudo bem. Passamos por momentos de instabilidade, de mudanças, de incertezas, mas agora a tendência é melhorar bastante", afirmou o comandante santista, lembrando os títulos paulista e da Libertadores.

Muricy perdeu a paciência ao ser questionado sobre a dificuldade que a equipe vem tendo para voltar a jogar bem e conseguir uma sequencia de resultados positivos.

"Não vi críticas contra o Corinthians. Vi que jogamos bem", rebateu. Ele lembra que, depois da Copa América, com Neymar, Elano e Ganso, além de Ibson, o Santos deu uma grande exibição (chegou até mesmo a estar ganhando por 3 a 0) na derrota por 5 a 4 contra o Flamengo, na Vila Belmiro, e foi bem nas derrotas contra o Atlético-PR (3 a 2), em Curitiba, e Vasco (2 a 0), no Rio, além de ter vencido o Ceará (1 a 0), embora sem convencer.

Muricy evita falar sobre o que pode se esperar do Santos no Brasil e se recusa a fazer projeções. "Sempre me perguntam (qual é a minha projeção), mas se até os matemáticos às vezes não conseguem (acertar nas contas), imagine eu. Temos de melhorar jogo a jogo", concluiu o técnico santista.

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