Fracnk Fife/AFP
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Capitã da seleção de futebol dos EUA, Megan Rapinoe critica Trump e não descarta candidatura

Jogadora qualificou o presidente americano de 'nacionalista branco' e disse não acreditar que suas políticas tenham ajudado as pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2020 | 04h22

A capitã da seleção americana feminina de futebol, Megan Rapinoe, uma crítica declarada do presidente Donald Trump, diz que não descartaria se candidatar a um cargo de alto nível nos Estados Unidos no futuro. Em entrevista à Vice TV, publicada na terça-feira, dia 19, Rapinoe qualificou Trump de "nacionalista branco" e disse não acreditar que suas políticas tenham ajudado os americanos. "Agora, obviamente, temos um nacionalista branco, penso, na Casa Branca... Que só provocou maior divisão entre as pessoas e mais desespero, mais ansiedade, mais medo com relação ao futuro."

Jogadora fundamental para a conquista da Copa do Mundo na França, em 2019, Rapinoe disse que a inclusão - de minorias e das mulheres - é a chave para o progresso.

A atleta, de 34 anos, é defensora dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQ e tem aderido à manifestação de se ajoelhar com a execução do hino nacional dos Estados Unidos para protestar contra a desigualdade racial. Quando questionada se consideraria se candidatar a um cargo político nos EUA, Rapinoe admitiu que seria um começo. Ela afirmou que o trabalho dos seus sonhos seria ser "presidente, logicamente", do país. 

"Se for fazê-lo, quero o cargo mais alto e mau", disse, entre risos, embora tenha acrescentado que "escolheria os mais inteligentes e mais qualificados e muito melhores em tudo para fazer o melhor trabalho". Rapinoe também briga pelos direitos iguais das jogadores nos EUA em comparação com o time masculino. / AFP

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