Capitã da seleção feminina de handebol avisa: 'Vamos brigar por medalha'

Após quinto lugar no Mundial, em dezembro, equipe deixa de ser coadjuvante na Olimpíada

Agência Estado, AE

24 de julho de 2012 | 12h29

LONDRES - O Brasil definitivamente não é mais um coadjuvante no handebol feminino. Sediou o último Mundial, quando ficou a um gol de brigar pela medalha, e venceu algumas das principais seleções do mundo nos últimos meses. Assim, não há mais como duvidar de que a seleção comandada pelo dinamarquês Morten Soubak desde 2010 vai brigar por um pódio nos Jogos de Londres.

"É claro que não somos as favoritas. Não temos a mesma história do que as europeias, mas ninguém veio aqui apenas para participar. Acho que temos chance e vamos brigar por uma medalha", diz a capitã Dara.

Ela é uma das oito atletas que, graças a um convênio da Confederação Brasileira de Handebol (CBH), jogam pelo Hypo, da Áustria. Ali, elas mantêm a base da seleção, jogando juntas os campeonatos mais fortes do mundo.

"O fato de grande parte das atletas jogar fora do país, junto com o trabalho do Morten, é o principal motivo da a nossa evolução", avalia Dara. "Já conhecemos e enfrentamos nossas adversárias com frequência. Elas não são mais um bicho papão. Não ficamos mais nervosas, como antigamente", diz a ponta Alexandra.

Morten reforça o novo papel vivido pelas brasileiras na Europa. "É bom lembrar que, em sua maioria, elas não ficam no banco, não são coadjuvantes. Temos capitãs e destaques de alguns dos principais times da Europa, forças dentro da Liga dos Campeões, a principal competição de clubes do mundo", afirma.

Na preparação para a Olimpíada, o Brasil venceu, entre outras, Rússia, Suécia e Croácia, esta última a adversária de estreia nos Jogos, no próximo sábado. "Estamos evoluindo passo a passo. Já vencemos seleções de ponta nos últimos meses, mas há um grande equilíbrio hoje no handebol mundial. Vemos os nossos resultados com um misto de cautela e confiança", analisa o treinador.

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