Capitão da seleção britânica pede que galeses não vaiem hino

O capitão da seleção britânica, o galês Ryan Giggs, espera que os torcedores não vaiem o hino nacional britânico na quarta-feira quando jogarem sua partida decisiva no grupo, contra o Uruguai, no País de Gales.

MIKE COLLETT, Reuters

30 de julho de 2012 | 12h11

O hino pode ter uma resposta fria em Cardiff devido à oposição da Associação de Futebol do País de Gales à ideia de um time britânico. A associação compartilha com os escoceses e os norte-irlandeses o receio de que o conceito possa prejudicar sua independência dentro da Fifa, o órgão que comanda o futebol mundial.

Muitos torcedores galeses, irlandeses e escoceses sentem-se da mesma forma. As quatro partes do Reino Unido, incluindo a Inglaterra, competem como times individuais em campeonatos internacionais não-olímpicos.

Qualquer esnobada à canção antes da partida no País de Gales iria constranger os organizadores da Olimpíada, que colocaram a rainha Elizabeth no centro da cerimônia de abertura, na sexta-feira, atuando como "Bond girl" ao lado do ator que interpreta o agente James Bond, Daniel Craig.

Alguns jogadores galeses, incluindo Giggs, não cantaram o "Deus Salve a Rainha" antes da partida de domingo, ou no jogo de abertura contra o Senegal, na quinta-feira.

Giggs, que nasceu em Cardiff e marcou o primeiro gol da Grã-Bretanha sobre os Emirados Árabes na vitória de 3 a 1 no domingo, espera que os fãs galeses não vaiem o hino mesmo que, em uma explicação um tanto complicada, tenha afirmado que não cantou o hino por motivos pessoais.

"É uma coisa pessoal. O hino britânico é o mesmo para galeses, escoceses e ingleses", disse.

"É difícil, mas não é uma questão para nós. Pode ser para outras pessoas, mas, uma vez que o jogo começa, estamos todos indo na mesma direção e eu acho que isto é o mais importante."

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