Timothy A Clary/ AFP
Timothy A Clary/ AFP

Caratê se destaca entre os não-olímpicos e dá 2 ouros para o Brasil

Valeria Kumizaki é tri e Douglas Brose triunfa pela 1ª vez

Estadão Conteúdo

23 de julho de 2015 | 23h09

Às vésperas dos Jogos do Rio, o Brasil prioriza seus investimentos nas modalidades que fazem parte do programa olímpico. No caratê, entretanto, o País tem forte tradição e fez bonito no primeiro dia de competições da modalidade nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, com duas medalhas de ouro e uma de bronze em três possíveis.

Douglas Brose alcançou o alto do pódio pela primeira vez na carreira. Bronze no Rio (em 2007) e em Guadalajara (2011), o atual campeão mundial do kumitê (luta de contato) até 60kg confirmou o favoritismo para ganhar o ouro em Toronto.

Valeria Kumizaki também foi ao pódio pelo terceiro Pan seguido. Ela que tinha uma prata (de 2007) e um bronze (de 2011) ganhou o ouro pela primeira vez na carreira, aos 30 anos. Ela é 11.ª colocada do ranking mundial da categoria até 55kg. Curiosamente, foi campeã em Toronto vencendo, na final, a canadense Kate Campbell, de quem havia perdido na fase de grupos.

A terceira medalha do Brasil no caratê foi de bronze, com Aline Souza, na categoria até 50kg. O País ainda tem mais quatro representantes nas sete categorias que serão disputadas nos próximos dois dias. Como são apenas oito atletas por categoria de peso e três medalhas de bronze, cada atleta entra com 50% de chance de ganhar medalha.

AJUDA?

As modalidades não-olímpicas têm sido fundamental para o Brasil na briga contra Cuba pelo terceiro lugar do quadro geral de medalhas. Antes, o País havia ido ao pódio nas duas disputas da patinação artística, com um ouro e uma prata. Não é muito na comparação com EUA, Canadá, Colômbia, Argentina e México, mas o suficiente para abrir vantagem sobre os cubanos, que não foram ao pódio em nenhuma dessas disputas.

No esqui aquático, as disputas acabaram nesta quinta-feira com quatro medalhas de ouro e cinco de prata para o Canadá. Os EUA ganharam oito medalhas, sendo três douradas. Também Chile e Argentina se deram bem, com quatro e três pódios, respectivamente. No boliche, Colômbia e Canadá venceram as disputas em duplas.

Na vela, foram disputadas cinco classes que não fazem parte do programa olímpico e, por isso, têm atletas que não se preparam para a Olimpíada - diferente das provas não-olímpicas do remo e da canoagem. Considerando as provas já encerradas no squash, caratê, patinação, boliche, esqui aquático e nas classes não olímpicas, o quadro de medalhas fica assim:

Canadá, 21: 6 de ouro, 11 de prata, 4 de bronze

EUA, 22: 6 de ouro, 8 de prata, 8 de bronze

Colômbia, 10: 6 de ouro, 3 de prata, 1 de bronze

Argentina, 10: 4 de ouro, 2 de prata, 4 de bronze

Brasil, 6: 3 de ouro, 1 de prata, 2 de bronze

México, 9: 1 de ouro, 1 de prata, 7 de bronze

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