Carille usa confusão em amistoso para evitar expulsões no Corinthians

Expulsão do atacante Kazim em partida na pré-temporada acabou servindo como divisor de águas para a equipe em relação ao comportamento em campo

Daniel Batista, Estadao Conteudo

22 de abril de 2017 | 08h18

Uma das marcas do time de Fábio Carille é a disciplina. Dos quatro semifinalistas do Campeonato Paulista, a equipe do Corinthians é quem levou menos cartões amarelos e ainda não teve jogadores expulsos, assim como a da Ponte Preta. O treinador explica que a expulsão do atacante Kazim em partida na pré-temporada acabou servindo como um divisor de águas para o grupo em relação ao comportamento em campo.

Durante o jogo contra o São Paulo, pela Florida Cup, Kazim se desentendeu com o zagueiro Maicon e ambos acabaram sendo expulsos. "Não gostei daquilo que aconteceu. Foi um aprendizado aquele jogo e sempre que surge uma oportunidade, eu comento sobre o fato com os atletas, para que eles levem isso como exemplo. O jogador tem de entrar em campo focado apenas na partida", disse o treinador.

Dentre os semifinalistas, a Ponte Preta já recebeu 41 cartões amarelos e é o time mais indisciplinado. Em seguida aparece o Palmeiras, com 39, seguido pelo São Paulo com 37. O Corinthians tem apenas 33 cartões. Já entre os cartões vermelhos, o Palmeiras é o líder no quesito, com duas expulsões. O São Paulo aparece em seguida com uma exclusão, enquanto que Ponte e Corinthians não tiveram atletas expulsos.

Curiosamente, o Corinthians chegou a ter o volante Gabriel expulso no clássico com o Palmeiras, mas a punição foi anulada. O volante Maycon cometeu falta durante a partida e o árbitro Thiago Duarte Peixoto erroneamente achou que Gabriel foi o responsável pela infração e lhe aplicou o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Após perceber o equívoco, o juiz admitiu a falha na súmula e o cartão foi anulado.

Para encarar o São Paulo, Carille contará com cinco titulares pendurados com dois cartões amarelos, casos de Fagner, Gabriel, Maycon, Romero e Jô. Apesar do risco de ficar sem importantes jogadores para uma eventual decisão, o treinador nega que vá passar qualquer recomendação aos atletas para evitar novas advertências. "Vamos fazer o jogo que tem de ser feito, se for para administrar é nos minutos finais e se a partida já estiver resolvida", avisou.

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